🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Líder da Oposição denuncia privatizações, e faz críticas ao Governo Ratinho Jr.

Presidente do PT-PR, deputado Arilson Chiorato faz balanço de 2025, defende Celepar e Copel, cobra data-base dos servidores e critica controle do orçamento pelo Executivo

Eliane Alexandrino · · 5 min de leitura
Líder da oposição da Alep
Líder da oposição da Alep — Crédito: Assessoria

O líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente estadual do PT, deputado Arilson Chiorato, apresentou um balanço das atividades políticas e legislativas de 2025 e fez duras críticas ao modelo de gestão adotado pelo Governo Ratinho Jr. (PSD) ao longo dos últimos sete anos. Segundo o parlamentar, a atuação da Bancada de Oposição esteve focada no enfrentamento às privatizações de estatais, na defesa do serviço público e no combate à centralização de poder no Executivo.

De acordo com Arilson, o governo estadual aprofundou um projeto que reduz o papel do Estado, transfere responsabilidades estratégicas à iniciativa privada e enfraquece instrumentos públicos essenciais. “Denunciamos esse caminho e seguimos defendendo o interesse público e o patrimônio dos paranaenses”, afirmou.

Entre os principais embates de 2025, o deputado destacou a defesa das estatais paranaenses, com ênfase na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Segundo ele, o Governo Ratinho Jr. promove um processo contínuo de enfraquecimento da empresa, por meio de vendas, terceirizações e retirada de atribuições estratégicas, o que coloca em risco a soberania tecnológica do Estado.

Responsável pelo armazenamento, processamento e proteção de dados sensíveis de milhões de paranaenses incluindo informações das áreas de saúde, educação, segurança pública e serviços essenciais, a Celepar, conforme Arilson, não pode ter suas funções transferidas ao setor privado sem riscos graves à população. “Estamos falando de dados da população. Quando o governo enfraquece a Celepar, expõe informações pessoais e abre espaço para interesses privados sobre dados que deveriam estar sob controle público”, denunciou.

O parlamentar afirmou ainda que dados públicos são ativos estratégicos e não podem ser tratados como mercadoria. Para ele, a perda de controle estatal compromete a privacidade dos cidadãos, fragiliza políticas públicas e gera dependência tecnológica. “Sem a Celepar forte, o Estado perde autonomia e expõe a população a riscos desnecessários. Isso é grave”, completou.

 Servidores desvalorizados e data-base ignorada

Outro eixo central da atuação da Oposição foi a defesa do funcionalismo público estadual. Arilson criticou a postura do Governo Ratinho Jr. em relação à data-base, que segue sem reposição adequada, acumulando perdas salariais e aprofundando a desvalorização dos servidores.

Mesmo com o aumento da arrecadação estadual, o Executivo, segundo o deputado, mantém uma política de contenção salarial e evita o diálogo com as categorias. “Servidor não é gasto. Servidor é quem mantém o Estado funcionando”, afirmou, ao destacar que a desvalorização impacta diretamente a qualidade dos serviços públicos.

Saúde pública sob pressão

Arilson também chamou atenção para a situação dos profissionais da saúde, que enfrentam sobrecarga de trabalho e ausência de uma política permanente de valorização. Segundo ele, o governo cobra resultados, mas não oferece condições adequadas nem reconhecimento aos trabalhadores que sustentam o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não existe saúde pública forte sem trabalhador valorizado e condições dignas de trabalho”, afirmou.

Copel privatizada e falhas no fornecimento de energia

O deputado voltou a criticar a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), concluída em 2023. De acordo com Arilson, após a venda da empresa, houve piora no serviço de distribuição de energia no Paraná, com aumento de apagões, demora no restabelecimento do fornecimento e queda na qualidade do atendimento.

Para o Líder da Oposição, a perda do controle público reduziu a capacidade de resposta do Estado e fez com que a lógica do lucro se sobrepusesse ao interesse coletivo. “Energia elétrica é um serviço essencial e não pode ser tratada apenas como negócio”, afirmou. Diante desse cenário, ele destacou a atuação da Oposição na campanha pela recompra da Copel.

Arilson lembrou que a venda da Copel faz parte de um processo mais amplo conduzido pelo governo estadual, que incluiu a alienação da Compagas e da Copel Telecom, além da tentativa de aplicar a lógica de mercantilização em áreas sensíveis, como a educação.

“Não foi só a Copel. O governo vendeu estatais estratégicas e agora tenta aplicar essa lógica em setores fundamentais. Quem perde com isso é a população”, criticou.

 Orçamento concentrado e esvaziamento da Assembleia

O deputado também denunciou o modelo orçamentário do Executivo estadual, que, segundo ele, promove remanejamentos excessivos e concentra decisões no governo, reduzindo o papel deliberativo da Assembleia Legislativa. Conforme Arilson, mais da metade do orçamento aprovado sofreu alterações ao longo do ano.

“É um modelo autoritário, que esvazia o papel do Parlamento e limita o debate sobre o uso do dinheiro público”, afirmou.

Apesar das divergências políticas, Arilson reconheceu avanços institucionais da Assembleia em 2025, como a conquista do selo Diamante de Transparência. “Transparência fortalece o controle social e amplia a pressão por mudanças”, avaliou.

Disputa de projetos para o Paraná

Ao comentar o cenário eleitoral, o deputado afirmou que o PT trabalha na construção de uma frente progressista para as eleições no Paraná, em diálogo com PDT, PV, PSB, PSOL e Rede. Segundo ele, o objetivo é derrotar o projeto político do Governo Ratinho Jr. e impedir a continuidade de um modelo baseado em privatizações e redução do papel do Estado.

Arilson também questionou a possibilidade de o senador Sérgio Moro (União Brasil) disputar o comando do Executivo estadual e destacou que o nome do deputado Requião Filho (PDT) é visto com bons olhos nesse campo político. “O desafio é construir uma alternativa que recoloque o interesse público, os serviços essenciais e a população no centro das decisões do Paraná”, concluiu.

VEJA TAMBÉM NA GAZETA DO PARANÁ:

👉 PLENO DO TCE-PR RATIFICA DECISÃO QUE SUSPENDE PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DA CELEPAR

Foto: Assessoria

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.