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Leite condensado tem venda suspensa pela Anvisa por risco sanitário

Produto da marca La Vaquita foi reprovado em teste microbiológico; Anvisa também interditou suplementos com propaganda irregular

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
leite condensado
leite condensado — Crédito: Reprodução

A Anvisa determinou a interdição cautelar da venda de leite condensado e de dois suplementos alimentares após identificar irregularidades sanitárias e de rotulagem. A medida foi publicada nesta segunda-feira (2).

O leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita foi reprovado em análise microbiológica realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels. O exame avaliou a presença da bactéria Staphylococcus aureus, cujo nível acima do permitido pode causar intoxicação alimentar e outros problemas à saúde.

Segundo a Anvisa, a contaminação por essa bactéria representa risco ao consumidor, principalmente quando o produto é ingerido sem preparo térmico adicional, prática comum no consumo de leite condensado.

Além do leite condensado, a agência também interditou os suplementos alimentares Glicojax e Durasil. De acordo com a fiscalização, os produtos apresentam origem e fabricante desconhecidos, o que fere a legislação sanitária brasileira.

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No caso do Glicojax, a Anvisa apontou ainda propaganda irregular. O suplemento divulgava benefícios terapêuticos, como controle da glicose no sangue, melhora da saúde cardiovascular, suporte metabólico e controle do diabetes. Segundo a agência, não há comprovação científica para essas alegações.

A propaganda também associava o produto a promessas como alívio da dor, ereção mais forte e melhora da função erétil. A legislação sanitária proíbe esse tipo de divulgação quando não há respaldo científico.

Diante das irregularidades, a Anvisa determinou a apreensão do Glicojax e proibiu sua fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo em todo o país.

O suplemento em gotas Durasil recebeu a mesma medida cautelar. A agência informou que não foi possível identificar o fabricante nem a procedência do produto, o que motivou a interdição imediata.

Plataformas retiram anúncios

Após a decisão da Anvisa, a Shopee informou que removeu os anúncios dos produtos da plataforma. Em nota, a empresa afirmou que exige que os vendedores cumpram a legislação e que itens em desacordo com normas regulatórias são retirados do ar.

A Shopee declarou ainda que os produtos passam por triagens e que lojas que violam as regras podem ser penalizadas. A plataforma também afirmou oferecer treinamentos e canais de denúncia para auxiliar no cumprimento das normas.

A reportagem procurou o Mercado Livre e a marca La Vaquita, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.

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