🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Lei permite regularização de obras irregulares em Cascavel até 2026

Prazo vai até novembro do próximo ano e possibilita emissão de Habite-se e regularização de imóveis fora do projeto original

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Lei permite regularização de obras irregulares
Lei permite regularização de obras irregulares — Crédito: Divulgação

Proprietários de imóveis em Cascavel que realizaram ampliações ou construções fora do projeto original têm a oportunidade de regularizar a situação. A Lei nº 7.843, sancionada em novembro de 2025, abriu um prazo especial para que essas edificações sejam adequadas às normas municipais, com possibilidade de obtenção do Habite-se e atualização da matrícula do imóvel. O prazo para adesão vai até novembro de 2026.

A arquiteta Bárbara Schmoeller, que representa a Acic como suplente no Concidades (Conselho Municipal das Cidades), chama a atenção para a importância da medida e o impacto direto na vida de proprietários e empresários. Segundo ela, muitas pessoas enfrentam dificuldades justamente por não terem seus imóveis regularizados. “Hoje, há empresas que não conseguem, por exemplo, emitir o alvará de funcionamento por conta de irregularidades na edificação. Essa lei surge como uma oportunidade para colocar a situação em dia”, afirma.

A legislação permite a regularização de obras concluídas que estejam em desacordo com o Código de Obras e a Lei de Uso do Solo do município. Situações comuns, como a construção de uma garagem adicional, uma edícula, uma ampliação nos fundos ou modificações estruturais, podem ser enquadradas, desde que atendam aos critérios estabelecidos. Entre as exigências, está o fato de a edificação precisar estar concluída há, no mínimo, cinco anos.

O imóvel deve apresentar condições adequadas de estabilidade, segurança, salubridade, ventilação e iluminação. Bárbara reforça que nem todos os casos podem ser regularizados. A lei não contempla construções em áreas de preservação permanente, terrenos irregulares, espaços públicos ou que comprometam a mobilidade urbana e propriedades vizinhas.

Acompanhamento técnico
O processo exige acompanhamento técnico. Para dar entrada na regularização, o proprietário precisa contar com um profissional habilitado arquiteto ou engenheiro  responsável pela elaboração do projeto e pela emissão dos documentos técnicos, como ART ou RRT.

“Esse trabalho não pode ser feito sozinho. É fundamental ter um profissional da área para garantir que tudo seja feito corretamente e dentro das exigências legais”, explica Bárbara, integrante do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Acic.

Além disso, o proprietário deverá arcar com taxas municipais, como ISSQN e alvará de construção, caso ainda não tenham sido recolhidas, bem como com uma compensação financeira calculada por metro quadrado da área a ser regularizada. Também haverá custos com honorários profissionais. Após a aprovação e as vistorias necessárias, o município poderá emitir o alvará e o Habite-se da área regularizada.

Merece atenção especial a exigência relacionada às calçadas. A emissão do Habite-se estará condicionada ao cumprimento da legislação municipal, incluindo o Programa Calçadas Cascavel, que estabelece padrões para acessibilidade e arborização.

Acic auxilia empresários
Para auxiliar os empresários associados, a Acic oferece o serviço Consulte Mais Arquitetura, que disponibiliza até duas horas de atendimento gratuito com profissionais da área. A iniciativa busca orientar os interessados e esclarecer dúvidas sobre o processo de regularização.

“Essa é uma oportunidade importante para quem precisa ajustar a situação do imóvel com a orientação correta”, destaca o presidente da associação, Márcio Blazius.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.