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alzheimer — Crédito: Reprodução Redes Sociais
Público › Saúde

Lecanemabe: Novo remédio para Alzheimer chega às farmácias em junho por até R$ 11 mil

Medicamento Leqembi teve preço definido pela CMED e promete retardar declínio cognitivo em 27%; tratamento exige infusão hospitalar e teste genético prévio

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O medicamento lecanemabe, indicado para pacientes em estágio inicial da Doença de Alzheimer, estará disponível nas farmácias do Brasil a partir do fim de junho de 2026. Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o remédio será comercializado com o nome Leqembi.

O custo mensal do tratamento deve variar entre R$ 8.108,94 e R$ 11.075,62, dependendo da carga tributária estadual. Cada dose pode chegar a cerca de R$ 5.500.

O valor foi definido na sexta-feira (17) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. O produto já havia sido aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em dezembro de 2025.

O lecanemabe atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, consideradas uma das principais características da doença. O acúmulo dessas substâncias está associado à progressão do Alzheimer. Com o uso do medicamento, a expectativa é retardar a perda de memória e o declínio de outras funções cognitivas.

O tratamento é feito por meio de infusão intravenosa. O medicamento será disponibilizado em frascos-ampola de 2 mL ou 5 mL, vendidos em embalagens com uma ou duas unidades. A aplicação deve ser realizada em ambiente hospitalar, com duração de aproximadamente uma hora, a cada duas semanas.

Até o momento, não há definição sobre a cobertura do tratamento por planos de saúde ou a inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde.

A eficácia do lecanemabe foi avaliada em um estudo com 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial. A pesquisa, publicada na revista The New England Journal of Medicine, indicou redução de 27% no declínio cognitivo ao longo de 18 meses de tratamento.

O estudo também aponta restrições ao uso do medicamento. O lecanemabe não é indicado para pacientes com mutação do gene ApoE4, devido ao aumento do risco de efeitos adversos. Entre eles estão inchaço temporário em regiões do cérebro e pequenos sangramentos cerebrais.

De acordo com a bula, é necessário realizar teste genético antes do início do tratamento para identificar a presença dessa mutação.

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