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Inflação desacelera em abril, mas alimentos e gasolina seguem pressionando bolso do brasileiro

IPCA fecha mês em 0,67% e acumula 4,39% em 12 meses, próximo do teto da meta do governo

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Redução inflação alimentos
Redução inflação alimentos — Crédito: Divulgação

A inflação oficial do Brasil desacelerou em abril, mas o aumento nos preços dos alimentos, combustíveis e produtos essenciais continuou pesando no orçamento das famílias brasileiras. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês em 0,67%, abaixo dos 0,88% registrados em março.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira (12). Apesar da desaceleração mensal, o índice acumulado em 12 meses subiu para 4,39%, aproximando-se do teto da meta de inflação definida pelo governo federal, que é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%.

O resultado de abril veio ligeiramente abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava inflação de 0,69%, segundo o relatório Focus, do Banco Central do Brasil.

O principal impacto no mês veio do grupo alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,34% e respondeu sozinho por quase metade da inflação do período. Produtos básicos consumidos diariamente tiveram aumentos expressivos, especialmente leite longa vida, carnes, tomate, cebola e cenoura.

O leite longa vida apresentou uma das maiores altas do mês, com avanço de 13,66%. Já a cenoura disparou 26,63%, enquanto a cebola subiu 11,76% e o tomate avançou 6,13%.

Além dos alimentos, a gasolina também voltou a pressionar os índices, com aumento de 1,86% no mês, sendo o item individual de maior impacto sobre o IPCA de abril.

Outro setor que pesou no bolso dos consumidores foi o de saúde e cuidados pessoais, que teve alta de 1,16%, influenciado principalmente pelo reajuste dos medicamentos e produtos de higiene pessoal.

Confira os principais aumentos que pressionaram a inflação em abril:

Gasolina: 1,86%
Leite longa vida: 13,66%
Produtos farmacêuticos: 1,77%
Higiene pessoal: 1,57%
Gás de botijão: 3,74%
Carnes: 1,59%
Energia elétrica residencial: 0,72%

Mesmo com a desaceleração do índice geral, os dados mostram que a inflação continua espalhada em diversos setores da economia. O chamado índice de difusão, que mede quantos produtos e serviços tiveram aumento de preços, ficou em 65% em abril.

O IPCA é considerado a inflação oficial do país e mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa é realizada pelo IBGE em regiões metropolitanas e capitais de diferentes estados brasileiros, incluindo Curitiba.

Economistas seguem acompanhando o comportamento da inflação nos próximos meses, especialmente diante da pressão dos alimentos e dos combustíveis, fatores que afetam diretamente o custo de vida da população.

Texto e foto: Agência Brasil

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