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industria — Crédito: Tania Rego/Agência Brasil

Indústria brasileira empregou 8,7 milhões de pessoas em 2024; setor de alimentos lidera geração de vagas

Pesquisa do IBGE mostra que fabricação de produtos alimentícios foi a atividade industrial que mais empregou no país no ano passado

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

A indústria brasileira encerrou 2024 com 8,7 milhões de trabalhadores empregados em 358,4 mil empresas, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os segmentos industriais, a fabricação de produtos alimentícios liderou a geração de empregos, com 2,1 milhões de trabalhadores. Na sequência aparecem a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 551,8 mil empregados, a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 517,1 mil, e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 491,9 mil trabalhadores.

De acordo com o levantamento, as indústrias de transformação concentraram 97,1% de toda a mão de obra industrial do país.

Receita supera R$ 8,8 trilhões

As empresas industriais registraram receita bruta de R$ 8,8 trilhões em 2024. Desse total, R$ 7,4 trilhões tiveram origem na venda de produtos e serviços industriais.

A receita líquida de vendas alcançou R$ 6,8 trilhões, enquanto o Valor de Transformação Industrial (VTI), indicador que mede a riqueza efetivamente gerada pela atividade industrial, somou R$ 2,6 trilhões.

Segundo o IBGE, quase 89% desse valor foi gerado pelas indústrias de transformação.

Alimentos lideram faturamento industrial

Além de ser o principal empregador do setor, o segmento de alimentos também liderou a geração de receita na indústria de transformação.

A atividade respondeu por 23% de toda a receita líquida de vendas do setor em 2024. Na sequência aparecem a fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis (10,1%), produtos químicos (9,2%), veículos automotores (8,9%) e metalurgia (6,4%).

Para o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa do IBGE, Marcelo Miranda, os números refletem a importância da cadeia produtiva de alimentos para a economia nacional.

Segundo ele, o desempenho acompanha a relevância da agropecuária brasileira e de toda a estrutura industrial ligada à transformação dos alimentos.

Salários somaram R$ 481 bilhões

O total pago em salários, retiradas e outras remunerações chegou a R$ 481,1 bilhões em 2024.

O salário médio da indústria ficou em três salários mínimos por trabalhador. Nas indústrias extrativas, a média foi de 5,4 salários mínimos. O maior rendimento foi registrado no segmento de extração de petróleo e gás natural, com média equivalente a 17,5 salários mínimos.

Entre as indústrias de transformação, os maiores salários foram pagos pelo setor de fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis, com média de 7,9 salários mínimos.

Grandes empresas concentram faturamento

O levantamento também mostra forte concentração da receita industrial nas empresas de grande porte.

As companhias com 500 ou mais empregados responderam por 67,9% da receita líquida total da indústria brasileira, somando R$ 4,6 trilhões.

As empresas de médio porte participaram com 17,4%, enquanto pequenas e microempresas responderam por 8,7% e 6,1%, respectivamente.

Paraná integra segundo maior polo industrial do país

Na divisão regional, o Sudeste concentrou 60,3% do Valor de Transformação Industrial do Brasil. A Região Sul aparece na segunda posição, com 19,1%.

Segundo o IBGE, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina formam um dos principais polos industriais do país, com destaque para os segmentos de alimentos, máquinas e equipamentos, veículos, metalmecânico, móveis e têxtil.

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking nacional, respondendo por 34,5% do Valor de Transformação Industrial. Rio de Janeiro (12,8%) e Minas Gerais (10,8%) completam as três primeiras posições.

O levantamento também aponta que a fabricação de produtos alimentícios é a principal atividade industrial em 18 das 27 unidades da Federação, reforçando a importância da agroindústria para a economia brasileira.

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