🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
bet
bet — Crédito: Tania Rego/Agência Brasil

Governo promete endurecer regras para bets e ampliar fiscalização das apostas on-line

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que governo adotará "tolerância zero" contra bets ilegais, reforçará a fiscalização das plataformas e pretende ampliar as restrições à publicidade das apostas on-line

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (15) que o governo federal pretende endurecer as regras de funcionamento das plataformas de apostas esportivas e jogos on-line, conhecidas como bets. Segundo ele, haverá intensificação da fiscalização sobre o setor, combate às empresas que operam de forma irregular e ampliação das restrições à publicidade das plataformas autorizadas.

A declaração foi dada após uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, na qual foram discutidas medidas para fortalecer a regulamentação do mercado de apostas no país.

De acordo com Durigan, o Ministério da Fazenda passará a monitorar mais de perto a atuação das empresas para reforçar a proteção dos consumidores e combater práticas ilegais.

"O compromisso é o endurecimento permanente, o rigor permanente no tratamento das bets. A gente tem as informações, sabe a quantidade de apostas que tem no país, sabe, com o cruzamento de dados do Desenrola, qual o nível de endividamento das pessoas", afirmou o ministro.

Segundo ele, a orientação do governo é adotar "tolerância zero" contra plataformas ilegais, além de ampliar as regras para a publicidade das empresas que atuam dentro da legislação.

Governo demonstra preocupação com impacto social

Durante a entrevista, Durigan destacou que o governo acompanha o crescimento do mercado de apostas e seus reflexos sobre o endividamento da população.

A equipe econômica pretende utilizar informações disponíveis em bases de dados oficiais para acompanhar a evolução do setor e aperfeiçoar os mecanismos de controle e fiscalização.

Fazenda questiona impacto de nova PEC

O ministro também comentou a aprovação, pelo Senado Federal, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria regras específicas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde.

Segundo Durigan, a equipe econômica estima que a medida poderá gerar um impacto de aproximadamente R$ 27 bilhões nas contas públicas ao longo dos próximos dez anos.

Ele informou que conversou na terça-feira (14) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pediu cautela antes da promulgação da proposta.

"Pedi para que ele promulgasse a PEC assim que tivesse os dados todos, para que ele não promulgasse no escuro, sem saber qual o impacto que a PEC terá", declarou.

Governo avalia recorrer ao Supremo

Questionado sobre a possibilidade de contestar a proposta na Justiça, Durigan afirmou que o governo considera recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo o ministro, essa hipótese é tratada como possível diante das preocupações da equipe econômica com os efeitos fiscais da emenda.

STF já alertou para impacto de novas despesas

Em junho, o ministro Gilmar Mendes havia alertado que medidas aprovadas pelo Congresso Nacional sem estudos prévios sobre o impacto financeiro podem ser consideradas inconstitucionais pelo Supremo.

A manifestação ocorreu após o Legislativo aprovar propostas com potencial de ampliar significativamente os gastos públicos.

Entre elas está o projeto que autoriza a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos. Segundo estimativas citadas pelo governo, essa medida poderá gerar impacto de até R$ 140 bilhões nas contas públicas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.