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Governo intensifica negociações para evitar tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros

Ministro Márcio Elias afirma que Brasil manterá diálogo com os Estados Unidos até o prazo final e critica tentativa de politização das negociações comerciais

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Lula e Trump
Lula e Trump — Crédito: Ricardo Stuckert

O governo federal intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 15 de julho. Nesta quinta-feira (2), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil seguirá a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o diálogo aberto até o último momento.

"Nunca abandone a mesa de negociação", disse o ministro, ao defender que o país continue buscando uma solução diplomática. Segundo ele, o Brasil, por defender o multilateralismo, precisa enfrentar barreiras comerciais por meio da negociação.

Márcio Elias participou de uma reunião virtual com representantes da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), do Ministério das Relações Exteriores e da Presidência da República. De acordo com o ministro, este foi o quarto encontro de alto nível entre os dois governos sobre o tema, além de outras oito reuniões técnicas já realizadas.

Após o encontro, ele demonstrou preocupação com o curto prazo para um acordo e criticou o que classificou como tentativas de politizar uma discussão de natureza econômica e comercial. Sem citar nomes, mencionou manifestações de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao tarifaço, afirmando que questões ideológicas e eleitorais "não cabem na mesa de negociação".

Além das tarifas, a reunião tratou de temas como cooperação no combate ao crime organizado transnacional, imigração, atração de data centers e proteção de patentes.

A ameaça de taxação decorre de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio. O governo americano alega práticas de concorrência desleal por parte do Brasil, incluindo críticas ao sistema Pix. O governo brasileiro contesta as acusações e também rebateu argumentos relacionados ao desmatamento e ao comércio ilegal de madeira, afirmando que o país mantém mecanismos de controle e rastreamento das exportações.

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