🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Governo do Paraná altera critérios da Gratificação de Tecnologia e Ensino

A medida reajusta o valor máximo do benefício, mas condiciona o pagamento a novos parâmetros, como o Indicador de Efetividade da Educação, entre outras mudanças.

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Governo do Paraná altera critérios da Gratificação de Tecnologia e Ensino
— Crédito: Lucas Fermin/SEED

Nesta segunda-feira, 9 de dezembro de 2024, o Governo do Paraná publicou no Diário Oficial o Decreto nº 8.222/2024, que altera significativamente os critérios de concessão da Gratificação de Tecnologia e Ensino (GTE). A medida reajusta o valor máximo do benefício para R$ 846,32, mas condiciona o pagamento a novos parâmetros, como o Indicador de Efetividade da Educação (IEE), entre outras mudanças. 

O decreto estabelece que o IEE será calculado com base no desempenho da rede estadual na Prova Paraná Mais, instituída em maio deste ano. Além disso, períodos de faltas injustificadas ou afastamentos superiores a 15 dias resultarão na suspensão da gratificação. A nova regulamentação também exclui da GTE licenças e afastamentos previstos no artigo 4º do decreto, como licença para cursos de aperfeiçoamento, mandato sindical e assunção de cargos políticos não eletivos. 

 

Um modelo contestado

Apesar do reajuste financeiro, o texto trouxe preocupação à categoria, que teme a aplicação subjetiva dos critérios de avaliação, como “produtividade” e “participação”. A APP-Sindicato, que representa os professores estaduais, criticou duramente o modelo em 2022, quando a GTE foi criada. À época, o sindicato classificou o benefício como “um instrumento de vigilância e punição”. 

Agora, com as novas alterações, a equipe de reportagem entrou em contato com a APP-Sindicato para obter um posicionamento atualizado sobre as mudanças promovidas pelo governo.

“Nossa luta sempre foi e sempre será pelos direitos de data-base para todos(as) servidores(as) e Piso Nacional para o Magistério (PSPN),  que alcança a todos(as). Desde o lançamento dessa gratificação temos insistido que fosse transformada em índice de reajuste, que contemplasse tanto os professores(as) da ativa quanto aposentados(as)”, afirmouo secretário de Comunicação da APP, Daniel Matoso.

O sindicato ainda destaca que, sem o pagamento integral da GTE, o governo do Paraná continua não cumprindo a lei do piso salarial dos professores(PSPN) desse ano e, nessa projeção, nem do próximo ano.

 

Impactos no cotidiano docente

A GTE, que integra a composição salarial dos professores, tem sido apontada como um mecanismo que reforça o controle político e financeiro sobre a categoria. Além de não incidir sobre benefícios trabalhistas, como 13º salário e aposentadoria, o benefício está condicionado à disponibilidade orçamentária do Fundeb, o que reforça seu caráter instável.  Entretanto, o governo defende que as alterações visam à melhoria da qualidade educacional, ao atrelar a gratificação ao desempenho escolar e à utilização de tecnologias educacionais. 

O cenário evidencia um impasse: enquanto o governo aposta na vinculação de benefícios ao desempenho, a categoria reivindica uma valorização que contemple a carreira como um todo, sem prejuízos para os direitos trabalhistas ou riscos de perseguições e assédio. 

* A matéria foi atualizada às 19h50 desta quinta-feira (12).

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.