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Gasolina também deve ficar mais barata após queda do petróleo

Após a redução do diesel e do querosene de aviação, Petrobras indica que gasolina também deve acompanhar a queda do petróleo no mercado internacional

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Preço médio da gasolina caiu 0,46%
Preço médio da gasolina caiu 0,46% — Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A redução no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras pode ser anunciada nos próximos dias, acompanhando o movimento já adotado para outros combustíveis. A sinalização foi feita nesta quarta-feira (1º) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, ao afirmar que a política de preços da empresa segue a tendência do mercado internacional.

Nos últimos dias, a Petrobras já reduziu em R$ 0,35 por litro o preço do óleo diesel e anunciou corte de 14,5% no querosene de aviação (QAV). Segundo Magda, a gasolina também deverá seguir esse comportamento, embora sem um reajuste imediato.

A queda ocorre após o recuo das cotações do petróleo no mercado internacional. Os preços haviam disparado durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, principalmente diante das preocupações com o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Com a retomada da circulação de navios petroleiros na região, o barril do petróleo Brent voltou a ser negociado em torno de US$ 70, patamar semelhante ao registrado antes da escalada da tensão. Durante o período mais crítico da crise, a cotação chegou a superar os US$ 110.

Apesar da melhora no cenário, Magda Chambriard ressaltou que a Petrobras não pretende repassar ao mercado brasileiro toda a volatilidade internacional. Segundo ela, a empresa acompanha diariamente as oscilações, mas evita reajustes frequentes para preservar a estabilidade dos preços.

A presidente lembrou ainda que, em maio, a Petrobras elevou o preço da gasolina em R$ 0,48 por litro, mas o impacto para as distribuidoras foi de apenas R$ 0,04 devido ao subsídio de R$ 0,44 concedido pelo governo federal. Com a queda do petróleo, o governo também estuda retirar gradualmente esse benefício, embora ainda não haja definição sobre quando isso ocorrerá.

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