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Gaeco mira assessor da Casa Civil do Paraná suspeito de movimentar R$ 5,7 milhões sem origem identificada

Braço direito de Márcio Nunes, Luiz Roberto Costa é investigado por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evolução patrimonial incompatível; Governo Ratinho exonerou servidor após operação

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Gaeco mira assessor da Casa Civil do Paraná
Gaeco mira assessor da Casa Civil do Paraná — Crédito: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Enigma, que tem como principal alvo o assessor da Casa Civil do Governo do Paraná, Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa. Ele é investigado por suspeita de movimentar R$ 5,7 milhões de origem não identificada, incluindo quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo.

Ex-prefeito de Goioerê e considerado braço direito do deputado estadual Márcio Nunes, Beto Costa ocupava cargo de assessor na Casa Civil com salário de aproximadamente R$ 13 mil. Ele chegou a ser cotado para assumir a Secretaria de Agricultura do Paraná após a saída de Márcio Nunes da pasta, em abril deste ano.

Segundo as investigações do Ministério Público do Paraná, o assessor também teria realizado saques em dinheiro e por meio de cheques que somam R$ 11,9 milhões, sem identificação dos destinatários dos valores.

De acordo com o Gaeco, os indícios apontam para possíveis crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal. A suspeita é de que as movimentações financeiras tenham ocorrido por meio de empresas ligadas ao investigado.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a evolução patrimonial considerada incompatível com as fontes lícitas de renda declaradas por Beto Costa.

A operação contou com apoio do Gaeco de Santa Catarina e cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goioerê, no Paraná, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Entre os alvos das buscas estão a residência do assessor, empresas e escritórios de contabilidade supostamente ligados ao esquema investigado. Durante a operação, foram apreendidos celulares, documentos, anotações e materiais que agora passarão por perícia.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Vara Criminal de Goioerê. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares patrimoniais que chegam a R$ 21,5 milhões.

A decisão autorizou ainda o bloqueio de contas bancárias, imóveis, ativos financeiros e a apreensão de veículos de luxo vinculados ao investigado.

Após a deflagração da operação, o Governo do Paraná informou, por meio de nota oficial, que Luiz Roberto Costa foi exonerado do cargo de assessor da Casa Civil ainda na manhã desta sexta-feira.

O caso aumenta a pressão sobre o núcleo político do governo estadual, especialmente pela proximidade do investigado com uma das principais lideranças da administração Ratinho Junior.

Até o momento, a defesa de Luiz Roberto Costa não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.

O procedimento segue sob investigação do Ministério Público e acompanhamento da Justiça. Os envolvidos são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.

Foto: Divulgação

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