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Gaeco deflagra operação contra quadrilha de “piratas do asfalto” especializada em ataques a ônibus de turismo

Grupo investigado utilizava falsa abordagem policial, veículos de apoio e estrutura logística para roubar passageiros em rodovias do Paraná

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Gaeco fecha cerco contra Piratas do asfalto
Gaeco fecha cerco contra Piratas do asfalto — Crédito: Divulgação

O Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira (18) a Operação Ponto Final, voltada ao combate de uma organização criminosa especializada em assaltos violentos a ônibus de turismo nas rodovias paranaenses.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão domiciliar, quatro de busca pessoal, três de busca e apreensão de veículos utilizados pela quadrilha e duas prisões temporárias contra apontados articuladores do esquema criminoso.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Jandaia do Sul e cumpridas com apoio da Polícia Militar do Paraná, por meio da Tropa de Choque, do Batalhão de Polícia Rodoviária e da Diretoria de Inteligência.

Segundo o Gaeco, as investigações tiveram início após um assalto registrado na noite de 8 de março deste ano, quando cerca de 40 passageiros de um ônibus de turismo que retornava de uma viagem de compras em Foz do Iguaçu e na Argentina foram interceptados na PR-444, em Arapongas, mediante falsa abordagem policial.

De acordo com a apuração, ao menos três criminosos armados invadiram o coletivo, renderam os passageiros e mantiveram as vítimas sob ameaça por aproximadamente três horas. O motorista foi obrigado a conduzir o ônibus até uma área rural isolada no município de Bom Sucesso, onde bagagens, mercadorias e pertences pessoais foram saqueados.

As investigações apontam que o grupo demonstrava elevado nível de organização e planejamento. Antes de fugir, os criminosos espalharam pó de extintor de incêndio dentro do ônibus na tentativa de eliminar vestígios genéticos e impressões digitais.

O Gaeco também identificou que a quadrilha operava com uma complexa estrutura logística, utilizando comboios de veículos divididos entre funções de escolta, monitoramento e vigilância dos alvos. Segundo os investigadores, os criminosos acompanhavam ônibus de turismo por centenas de quilômetros até identificar o local considerado ideal para executar os ataques.

Os suspeitos presos nesta segunda-feira seriam responsáveis pela articulação logística do grupo criminoso, incluindo fornecimento de imóveis usados como base operacional, abrigo para veículos utilizados nas ações, além da disponibilização de carro blindado, armas e equipamentos empregados nos assaltos.

Ainda conforme o Ministério Público, os investigados também atuariam no resgate de comparsas após os crimes e no transporte dos bens roubados das vítimas.

O nome da ação, Operação Ponto Final, faz referência ao objetivo das forças de segurança de encerrar de forma definitiva as atividades da quadrilha e ampliar a segurança de passageiros e trabalhadores do transporte rodoviário de turismo nas rodovias paranaenses.

O Gaeco informou que novas diligências e análises de materiais apreendidos devem ocorrer nos próximos dias para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

Foto: Divulgação

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