🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Flávio Dino manda PF investigar supostas irregularidades de R$ 55,4 milhões em emendas Pix

Relatório do TCU apontou possíveis irregularidades em R$ 55,4 milhões de emendas Pix entre 2020 e 2024; Polícia Federal avaliará eventual abertura de inquéritos

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Dino
Dino — Crédito: Agência Brasil

🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal (PF) analise um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou possíveis irregularidades de R$ 55,4 milhões na execução das chamadas "emendas Pix" entre os anos de 2020 e 2024.

Na decisão, Dino encaminhou o documento ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que sejam verificados eventuais indícios de crimes. Caso sejam constatadas irregularidades de natureza penal, o ministro autorizou que as informações sejam incorporadas a investigações já em andamento ou deem origem a novos inquéritos.

Segundo o despacho, a análise da Polícia Federal deverá priorizar os casos em que o TCU já apontou possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Relatório identificou falhas em R$ 198 milhões fiscalizados

O relatório do Tribunal de Contas da União analisou 100 transferências especiais destinadas a 74 estados e municípios, abrangendo um total de R$ 198,1 milhões em recursos públicos.

A auditoria apontou três principais grupos de irregularidades, que somam R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário.

O maior volume, de aproximadamente R$ 26,3 milhões, está relacionado à falta de transparência e de rastreabilidade na aplicação dos recursos.

Outros R$ 14,9 milhões correspondem a despesas sem comprovação jurídica ou fiscal considerada idônea, além de gastos classificados pelo TCU como incompatíveis com a finalidade das transferências ou sem comprovação da execução dos serviços contratados.

Já um terceiro grupo de irregularidades reúne cerca de R$ 14,1 milhões em possíveis prejuízos decorrentes da inexecução total ou parcial dos objetos financiados e de indícios de superfaturamento.

O que são as emendas Pix

As chamadas emendas Pix são uma modalidade de transferência especial criada para permitir o repasse direto de recursos da União a estados e municípios, sem necessidade de convênios.

O modelo passou a ser alvo de questionamentos por dificultar a identificação do parlamentar responsável pela destinação da verba e do beneficiário final dos recursos, além de apresentar falhas nos mecanismos de prestação de contas.

Diante dessas críticas, o Supremo Tribunal Federal passou a acompanhar a execução das transferências para garantir o cumprimento dos princípios constitucionais de transparência e rastreabilidade na aplicação do dinheiro público.

Flávio Dino é o relator das ações que tratam da fiscalização das emendas parlamentares no STF.

Dino cita "estado de inconstitucionalidade"

Ao analisar as conclusões da auditoria do TCU, o ministro afirmou que as irregularidades demonstram a permanência de problemas estruturais na execução das emendas individuais.

Segundo Dino, os dados apresentados pelo Tribunal de Contas indicam a persistência de um "estado de inconstitucionalidade", o que, na avaliação dele, justifica a adoção de novas medidas para assegurar maior transparência e controle sobre a destinação dos recursos públicos.

Com a decisão, caberá agora à Polícia Federal avaliar se as irregularidades apontadas pelo TCU configuram infrações penais e definir a necessidade de abertura de novas investigações.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.