🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Fabio Oliveira do Podemos pede esclarecimentos sobre arrecadação dos pedágios no Paraná

Requerimento foi encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Fiep também encaminhou oficio pedindo esclarecimentos

Eliane Alexandrino · · 5 min de leitura
Deputado Estadual Fabio Oliveira - Podemos
Deputado Estadual Fabio Oliveira - Podemos — Crédito: Assessoria

Eliane Alexandrino/Cascavel

 O deputado estadual Fabio Oliveira (Podemos), coordenador da Frente Parlamentar das Engenharias e Infraestrutura da Assembleia Legislativa do Paraná, protocolou na última segunda-feira (27) um requerimento oficial à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) solicitando informações detalhadas sobre a arrecadação das concessionárias Via Araucária e EPR Litoral Pioneiro, responsáveis pelos Lotes 1 e 2 das concessões de pedágio no Paraná.

O pedido foi motivado por informações da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que notificou a ANTT sobre uma arrecadação cerca de R$ 400 milhões acima do limite contratual no primeiro ano de cobrança e solicitou, por meio de ofício, que as concessionárias devolvam aproximadamente R$ 200 milhões, conforme previsto nos próprios contratos de concessão.

Pelos contratos, valores que ultrapassem o teto de arrecadação devem ser depositados na Conta de Ajuste, movimentada apenas mediante autorização da ANTT e destinada a reequilíbrios econômico-financeiros ou benefícios aos usuários frequentes.

No requerimento, o deputado solicita esclarecimentos à ANTT sobre cinco pontos principais: o montante total efetivamente arrecadado pelas concessionárias no primeiro ano de contrato; o procedimento de compensação dos valores excedentes e os prazos estabelecidos para devolução; a existência de eventuais depósitos na Conta de Ajuste; e a eventual autorização antecipada da cobrança de pedágio por parte da Agência Reguladora.

Segundo o parlamentar, a fiscalização desses mecanismos é essencial para garantir o uso correto dos recursos e o cumprimento das cláusulas contratuais. “Estamos falando de contratos que envolvem bilhões de reais e impactam diretamente o bolso dos paranaenses e a competitividade do nosso setor produtivo. É fundamental que haja transparência absoluta e que os mecanismos de controle previstos em contrato sejam cumpridos com rigor”, afirmou Fabio Oliveira.

O deputado destacou ainda que a Frente Parlamentar seguirá acompanhando o tema em conjunto com o setor produtivo e entidades técnicas, como o Crea-PR e o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). Oliveira recebeu denúncias sobre a cobrança irregular do pedágio de algumas praças no estado recentemente e realizou uma reunião cobrando explicações das concessionárias.

O que diz o ofício da Fiep enviado a ANTT ?

Federação aponta falhas na aplicação de mecanismo que regula receitas das concessionárias e pede esclarecimentos à ANTT antes dos próximos leilões de rodovias

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) enviou um ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) solicitando que as concessionárias EPR e Via Araucária devolvam cerca de R$ 200 milhões arrecadados acima do previsto nos primeiros meses de concessão das rodovias. Segundo a Fiep, o valor excedente deve ser restituído conforme as regras contratuais.

A entidade também pede esclarecimentos formais sobre a aplicação do mesmo instrumento nos lotes 4 e 5, que irão a leilão em outubro de 2025.

Segundo a Fiep, o mecanismo que prevê compensação financeira caso as receitas das concessionárias fiquem abaixo ou acima de limites preestabelecidos  ainda não foi aplicado nos contratos firmados com as empresas Via Araucária S.A. e EPR Litoral Pioneiro S.A., responsáveis pelos dois primeiros lotes de concessões. A entidade afirma que a falta de aplicação da regra pode ter resultado em vantagem financeira indevida às concessionárias e, consequentemente, em tarifas mais altas para os usuários.

A Fiep destaca que as concessionárias começaram a cobrar pedágio em março de 2024, mas apresentaram cálculos considerando apenas oito meses de arrecadação  e não os onze meses efetivos. Essa interpretação, de acordo com a Federação, não tem amparo contratual e contraria o anexo 14 dos contratos, que determina a aplicação objetiva do mecanismo de mitigação com base em todos os meses de arrecadação.

Para a Fiep, o modelo econômico-financeiro utilizado nos leilões tem caráter apenas referencial, não podendo se sobrepor às cláusulas contratuais. Além disso, a entidade aponta que as concessionárias distribuíram dividendos já no primeiro ano, embora o fluxo de caixa previsse essa prática apenas a partir do oitavo ano da concessão.

A Federação afirma que a ausência de compensação de receitas pode ter gerado ganhos excessivos às empresas  a EPR Litoral Pioneiro, por exemplo, teria distribuído mais de R$ 82 milhões em dividendos no primeiro ano de concessão. Por isso, a Fiep solicita que a ANTT aplique o mecanismo de mitigação de risco conforme previsto nos contratos e esclareça oficialmente as regras para os próximos lotes.

Segundo o documento, o esclarecimento prévio é essencial para garantir igualdade entre os licitantes e tarifas mais equilibradas nas novas concessões, evitando distorções semelhantes às observadas nos contratos vigentes.

“É fundamental que todos os concorrentes tenham clareza sobre o funcionamento do mecanismo de mitigação, para que as propostas apresentadas reflitam de forma justa o retorno esperado e o custo ao usuário”, defende a Fiep no texto encaminhado à ANTT.

A manifestação reforça o papel do Observatório dos Pedágios, plataforma criada pela Fiep para acompanhar obras, contratos e revisões tarifárias das rodovias concedidas no Paraná, com foco em transparência e fiscalização.

Foto: Assessoria

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.