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Europa e Japão manifestam disposição para abrir Estreito de Ormuz

Países europeus e Japão defendem reabertura do Estreito de Ormuz após bloqueio do Irã, que já impacta o petróleo e a economia global

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz — Crédito: Canva Imagens

Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão publicaram nesta quinta-feira (19) uma declaração conjunta manifestando disposição para abrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após o início da guerra.

“Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório”, diz o comunicado conjunto.

A declaração não detalha como seria essa abertura do Estreito e ocorre quatro dias após países da Europa, além do Japão, terem se negado a participar dos esforços dos Estados Unidos e de Israel para abrir o Estreito. A negativa irritou o presidente Donald Trump, que passou a dizer que não precisaria de "ninguém" para liberar a área.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros e levado a alta do barril no mercado global, com repercussões econômicas importantes em todo o mundo.

Na nota publicada hoje, esses países europeus e o Japão condenam os recentes ataques do Irã contra embarcações no Golfo e os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás.

“Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada do conflito. Exigimos que o Irã cesse imediatamente suas ameaças, o lançamento de minas, os ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito à navegação comercial”, diz o comunicado conjunto.

Os países ainda afirmam que a liberdade de navegação é um princípio do direito internacional. “Os efeitos das ações do Irã serão sentidos por pessoas em todas as partes do mundo, especialmente pelas mais vulneráveis”, completa a nota.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques militares dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o país persa iniciada em 28 de fevereiro. O governo iraniano tem informado que a passagem segue fechada para EUA, Israel e seus aliados, o que inclui os países europeus. As principais potências europeias têm apoiado politicamente os ataques ao Irã, com exceção da Espanha, que condena a guerra. 

Nessa quarta-feira (18), a guerra escalou depois que Israel bombardeou o campo de gás South Pars, do Irã, levando a retaliações contra a indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Os ataques contra a infraestrutura energética de importantes produtores de petróleo e gás tem aumentado as incertezas econômicas do conflito. 

Foto e texto: Agência Brasil 

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