🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Ministério Público
Ministério Público — Crédito: MPPR

Estagiário do MPPR é denunciado após cobrar mensalidade de academia para aliviar réu

Residente de pós-graduação ofereceu os serviços de advocacia da própria mãe e prometeu interferir em processo na Promotoria de Pitanga; ele responderá por corrupção e fraude

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

Um estagiário do Ministério Público do Paraná foi desligado da instituição e denunciado criminalmente após ser acusado de oferecer serviços jurídicos a um investigado por violência doméstica em troca de benefícios pessoais. O caso ocorreu neste ano em Pitanga, na região Centro-Sul do Paraná.

Segundo o Ministério Público, o então residente jurídico, que cursava pós-graduação em Direito, teria proposto ao acusado a contratação dos serviços advocatícios de sua mãe em troca da isenção do pagamento da mensalidade de uma academia pertencente ao investigado.

De acordo com a denúncia, o estagiário também teria sugerido, por meio de mensagens, que sua atuação junto à 1ª Promotoria de Justiça de Pitanga poderia favorecer o acusado caso a proposta fosse aceita.

A situação veio à tona após mensagens enviadas pelo residente serem visualizadas pela ex-companheira do investigado. Conforme apurado, durante o processo de separação do casal, um aparelho celular que pertencia ao acusado permaneceu com a mulher. Posteriormente, o equipamento foi encaminhado para análise no âmbito de procedimentos conduzidos pelo Ministério Público, momento em que as conversas foram identificadas.

Diante dos fatos, o MPPR instaurou procedimentos internos e apresentou denúncia criminal contra o ex-residente jurídico. Conforme informado pela instituição, ele é acusado dos crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual.

O Ministério Público não divulgou a identidade dos envolvidos nem informou se o acusado por violência doméstica chegou a contratar os serviços oferecidos pelo estagiário.

Em nota, o órgão destacou a gravidade da conduta investigada e afirmou que o caso comprometeu a confiança depositada no agente público.

“Em razão da gravidade concreta do fato, com grave comprometimento da confiança depositada e praticado no interior das dependências da Promotoria de Justiça, foi negado o oferecimento de acordo de não persecução penal”, informou o MPPR.

O caso segue em tramitação na Justiça.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.