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EPR Iguaçu anuncia implantação de pedágio eletrônico no Oeste e Sudoeste

Modelo com pórticos substitui praças tradicionais e permite cobrança automática, sem a necessidade de parada

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Pedágio Paraná
Pedágio Paraná — Crédito: EPR Iguaçu

A EPR Iguaçu, concessionária responsável pela gestão de 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, obteve junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorização para iniciar a implantação do primeiro pedágio eletrônico do Estado.

O modelo, que substitui as praças convencionais por pórticos, permite a cobrança automática da tarifa no momento em que o veículo passa pela estrutura equipada com câmeras e sensores.

“O pedágio eletrônico traz ganhos para a segurança viária e conforto dos usuários. O modelo garante maior fluidez no tráfego, porque não demanda paradas, e a cobrança é feita de forma automatizada, garantindo praticidade”, explica o diretor-executivo da EPR Iguaçu, Silvio Caldas.

O diretor-presidente do Núcleo EPR Paraná, Marcos Moreira, destaca que o sistema está alinhado às principais tendências de inovação em mobilidade rodoviária no mundo. Para ele, a novidade representa avanços em mobilidade, sustentabilidade e economia aos motoristas. “Essa inovação vai ao encontro do nosso compromisso com o crescimento regional, modernização e melhoria da malha viária sob concessão, proporcionando a melhor experiência ao usuário”, afirma.

Os pórticos, que substituem as praças de pedágio tradicionais, serão instalados em três pontos: em Lindoeste, na BR-163; entre Pato Branco e Vitorino, na PR-280; e em Ampére, na PR-182 — locais previstos contratualmente para implantação das praças. O modelo prevê arrecadação com tarifas fixas, conforme estipulado no contrato de concessão.

 Sobre o pedágio eletrônico

O sistema elimina a necessidade de parada nas praças, garantindo maior fluidez e agilidade nas viagens.

A segurança é ampliada, já que não há mudança de faixa ou frenagem, reduzindo o risco de acidentes.

O menor uso de freios e o tempo reduzido com o motor em marcha lenta resultam em economia de combustível e menor desgaste de peças. O sistema contribui para a redução de emissão de poluentes, com menos tempo de veículos parados.

A identificação é feita por tags eletrônicas ou leitura automática de placas, tornando o processo mais eficiente e automatizado. O pedágio eletrônico opera por meio de equipamentos instalados nos pórticos, capazes de identificar 100% das passagens — seja pela TAG (dispositivo de arrecadação eletrônica), seja pela leitura da placa do veículo.

Os sensores reconhecem características como altura, largura, comprimento e quantidade de eixos rodantes e suspensos. Assim, o motorista pode seguir pela via em velocidade constante, respeitando o limite de velocidade, sem a necessidade de paradas.

Formas de pagamento

No sistema eletrônico, a tarifa poderá ser paga de duas formas:

Leitura da placa: após passar pelo pórtico, o usuário deve acessar os canais de atendimento da concessionária para efetuar o pagamento e evitar configuração de evasão, passível de sanções.

O usuário precisa realizar um cadastro com dados pessoais e do veículo no site epriguacu.com.br/pedagio-eletronico

, o que permite o envio de avisos de pagamento e evita inadimplência. O pagamento poderá ser feito diretamente no site, via aplicativo ou em totens instalados em pontos comerciais e bases SAU ao longo das rodovias.

TAG eletrônica: com o dispositivo instalado no para-brisa, o valor é cobrado automaticamente. Essa modalidade oferece descontos progressivos conforme a frequência de uso calculados na “Calculadora DUF”,  para condutores de veículos leves.

Mesmo nessa modalidade, o cadastro pessoal e do veículo no sistema da concessionária é necessário para receber notificações sobre eventuais intercorrências com o dispositivo.

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