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Entenda audiência nos EUA sobre tarifas de 25% a produtos brasileiros

Representantes da indústria, do agronegócio e de empresas participam de audiência em Washington para tentar evitar sobretaxa sobre produtos brasileiros

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Novo tarifaço EUA
Novo tarifaço EUA — Crédito: Divulgação

Representantes de entidades e empresas brasileiras participam, nesta segunda-feira (6), de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para discutir a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.

Ao menos 40 organizações e empresas dos dois países se inscreveram para apresentar argumentos durante a sessão, que segue até esta terça-feira (7). Entre os participantes brasileiros estão a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a Embraer e outras entidades representativas. O senador Flávio Bolsonaro também está inscrito para participar da audiência.

Cada expositor terá até cinco minutos para defender sua posição sobre a proposta de sobretaxação. Após as apresentações, representantes do governo norte-americano poderão fazer questionamentos aos participantes.

A investigação conduzida pelo USTR foi aberta em julho de 2025 com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

O processo analisa seis temas relacionados ao Brasil: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Em resposta ao procedimento, o governo brasileiro encaminhou manifestação oficial contestando os fundamentos da investigação. Segundo o Itamaraty, as práticas comerciais adotadas pelo Brasil não causam prejuízos ao comércio norte-americano nem justificam a adoção de medidas unilaterais.

O governo brasileiro também argumenta que as conclusões preliminares do USTR não estabelecem relação direta entre as políticas brasileiras e eventuais restrições ao comércio dos Estados Unidos, defendendo que divergências sobre políticas públicas de um país soberano não são suficientes para justificar sanções comerciais.

A audiência integra uma das etapas do processo de avaliação que poderá subsidiar uma decisão do governo norte-americano sobre a aplicação ou não da sobretaxa às exportações brasileiras.

Texto e foto: Agência Brasil

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