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Endividamento cai ao menor nível em dez anos no Paraná, mas inadimplência cresce

Levantamento aponta redução no número de famílias endividadas, enquanto aumentam contas em atraso e dificuldade de pagamento

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
cartão credito
cartão credito — Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil

O percentual de famílias endividadas no Paraná atingiu, em março, o menor nível dos últimos dez anos, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR. No período, 84,4% dos paranaenses declararam possuir algum tipo de dívida, índice inferior aos 88,1% registrados em março de 2025, consolidando uma trajetória de queda no endividamento.

Apesar da redução, os indicadores de inadimplência apresentaram avanço. A parcela de famílias com contas em atraso chegou a 15,5% em março, acima dos 11,8% observados no mesmo período do ano passado. Também cresceu o percentual de consumidores que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, passando de 2,6% para 3,7% na comparação anual. Ainda assim, o Paraná segue entre os estados com melhores índices no ranking nacional de inadimplência.

No cenário nacional, o endividamento apresentou leve alta, alcançando 80,4% das famílias, enquanto a inadimplência permanece elevada, em 29,6%. Já a proporção de consumidores sem condições de quitar seus débitos ficou em 12,3%.

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o nível de endividamento manteve-se praticamente estável de fevereiro para março, em 85,2%, mas caiu em relação aos 88,5% registrados no mesmo mês de 2025. No entanto, houve aumento das contas em atraso, que passaram de 15,8% para 16,4% na variação mensal, além da elevação da parcela sem condições de pagamento, de 3,4% para 3,8%.

Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento permaneceu em 81% na comparação mensal, com recuo significativo frente aos 86,3% de março do ano anterior. Nesse grupo, a inadimplência apresentou leve queda, de 12,5% para 11,9%, enquanto o percentual de famílias sem condições de quitar dívidas avançou de 1,8% para 3%.

O levantamento também aponta que o cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelo endividamento, citado por 94,1% das famílias. Em seguida aparecem o financiamento de veículos (7,9%) e o financiamento imobiliário (6,6%). Outras modalidades também cresceram, como o crediário em carnês, que passou de 2,8% para 5,5% em um ano, e o crédito pessoal, que avançou de 0,3% para 3%.

Os dados indicam que, embora o número de famílias endividadas esteja em queda, o comprometimento da renda e a dificuldade de pagamento ainda preocupam, especialmente diante do aumento das contas em atraso.

Foto: Divulgação

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