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Eduardo Bolsonaro reage a ordem da PF e diz que não pretende retornar ao cargo de escrivão

Ex-deputado critica decisão da Polícia Federal após perda do mandato e afirma temer perseguição judicial

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro — Crédito: Agência Senado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (2), que não pretende cumprir a determinação da Polícia Federal que ordena seu retorno imediato ao cargo de escrivão da corporação. A reação ocorreu após a publicação do ato no Diário Oficial da União, que formalizou a volta do parlamentar à função pública após a perda do mandato.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo criticou a PF e questionou o processo que resultou na cassação de seu mandato. Segundo ele, a decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, em 18 de dezembro, sem deliberação do plenário, o que, de acordo com sua avaliação, não seguiria o rito legislativo previsto.

O ex-deputado afirmou que a publicação da perda do mandato e da ordem para reassumir o cargo ocorreu no dia seguinte, o que classificou como uma ação previamente articulada. Em publicação na rede social X, Eduardo declarou que não pretende se submeter à decisão e fez duras críticas à cúpula da Polícia Federal.

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Antes de ingressar na vida política, Eduardo Bolsonaro era escrivão da PF. Com a determinação publicada nesta sexta-feira, ele deve retornar à sua lotação de origem, na Delegacia da Polícia Federal de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

Apesar disso, o ex-deputado afirmou que não tem condições de voltar ao Brasil neste momento. Ele alegou sofrer perseguição judicial e disse não enxergar um ambiente de normalidade democrática no país. No vídeo, Eduardo também declarou que pretende contestar a decisão e lutar para manter o cargo na corporação.

Entre os receios mencionados, ele citou possíveis prejuízos como a perda da aposentadoria vinculada à Polícia Federal, do porte de arma e da pistola funcional.

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