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abdoulaye dieng — Crédito: Reprodução Redes Sociais
Público › Brasil

Duas funcionárias são demitidas após morte de criança em creche conveniada de São Paulo

Menino de 1 ano e 4 meses morreu após ficar preso entre uma grade e a parede da unidade; Polícia Civil investiga o caso e analisa imagens das câmeras de segurança

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

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Duas funcionárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, conveniado à Prefeitura de São Paulo, foram desligadas após a morte de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, dentro da unidade. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação nesta segunda-feira (27).

A criança morreu na última quarta-feira (22), depois de ficar presa entre uma estrutura gradeada e a parede de uma sala de uso múltiplo da creche. O espaço onde ocorreu o acidente foi interditado na sexta-feira (24) para passar por análise técnica, enquanto as demais atividades da unidade foram mantidas.

Câmeras são analisadas pela Polícia Civil

As imagens do circuito interno de segurança passaram a ser analisadas pela Polícia Civil e pela administração municipal para esclarecer a dinâmica do ocorrido.

Segundo a defesa da família, as gravações mostram que Abdoulaye permaneceu cerca de seis minutos sem receber atendimento imediato após o acidente.

As imagens também deverão ajudar a identificar onde estavam os profissionais responsáveis pela turma no momento da ocorrência.

Caso é investigado como homicídio culposo

O caso foi registrado no 8º Distrito Policial, no Brás, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A investigação reúne imagens das câmeras de segurança, depoimentos de funcionários da creche, familiares e outras testemunhas que possam contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte da criança.

Prefeitura apura possível irregularidade

O CEI Luz do Brás é administrado pela Associação Beneficente Luz, por meio de convênio com a Prefeitura de São Paulo.

Além da investigação policial, a Secretaria Municipal de Educação instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso.

Segundo a pasta, a entidade poderá ser descredenciada caso sejam constatadas irregularidades na prestação do serviço.

A apuração deve analisar aspectos como a estrutura física da sala onde ocorreu o acidente, a quantidade de profissionais em serviço, o número de crianças presentes e o cumprimento das normas de supervisão.

Família diz que recebeu informações desencontradas

A família de Abdoulaye, de origem senegalesa e residente no Brasil, afirma que recebeu inicialmente a informação de que o menino havia passado mal na creche.

De acordo com o pai da criança, Ibrahima Dieng, a explicação sobre o acidente só foi apresentada posteriormente, após familiares e integrantes da comunidade senegalesa buscarem esclarecimentos junto à unidade.

As investigações continuam para determinar as circunstâncias da morte e apurar eventuais responsabilidades pelo caso.

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