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Dólar cai 1% e bolsa sobe quase 2% em dia de alívio nos mercados

Moeda norte-americana encerrou a sessão a R$ 5,14, enquanto Ibovespa avançou 1,85% e petróleo superou US$ 94

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Dólar
Dólar — Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

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O mercado financeiro terminou a semana com forte recuperação nesta sexta-feira (21), em um movimento de alívio tanto no cenário doméstico quanto no exterior. O dólar comercial caiu 1% e fechou cotado a R$ 5,142, no menor valor em pouco mais de dez dias. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 1,85%, aos 171.031,73 pontos.

A valorização dos ativos de risco ocorreu em meio ao enfraquecimento do dólar no mercado internacional, às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral brasileiro e ao maior apetite dos investidores por ativos considerados mais arriscados.

Na semana, o dólar acumulou queda de 1,53%, enquanto o Ibovespa avançou 2,45%. Apesar da recuperação nos últimos pregões, a Bolsa ainda acumula queda de 3,91% em agosto.

Dólar recua

O dólar à vista chegou a ser negociado próximo de R$ 5,13 durante a tarde, mas encerrou o pregão em R$ 5,142. Foi o menor fechamento da moeda norte-americana desde 10 de agosto.

O movimento acompanhou a desvalorização do dólar no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos em relação a uma cesta de seis moedas fortes, estava próximo dos 98,856 pontos no fim da tarde e acumulava queda de aproximadamente 0,80% na semana.

Entre os fatores que influenciaram o mercado esteve a expectativa relacionada às operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos. A perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos norte-americanos contribuiu para diminuir a pressão sobre o dólar e favoreceu moedas de países emergentes.

O real esteve entre as moedas que mais se valorizaram no dia, acompanhando o movimento observado em outras economias emergentes.

Bolsa recupera perdas

O Ibovespa fechou aos 171.031,73 pontos, com alta de 1,85%. Foi a terceira sessão consecutiva de valorização e o maior nível de fechamento desde 10 de agosto.

A recuperação foi sustentada principalmente pelo desempenho das ações de bancos e pelo maior interesse dos investidores por ativos de risco. O fluxo de capital estrangeiro, porém, continua sendo acompanhado pelo mercado.

Dados da B3 indicavam saída líquida de aproximadamente R$ 22 bilhões em investimentos estrangeiros da Bolsa brasileira em agosto até o dia 19.

Mesmo com a sequência recente de altas, o índice ainda apresenta desempenho negativo no acumulado do mês. A recuperação desta semana ocorre depois de fortes perdas registradas nos primeiros pregões de agosto.

Petróleo passa de US$ 94

Enquanto dólar e Bolsa tiveram um dia positivo, o petróleo avançou novamente, pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pelas incertezas sobre o transporte internacional de cargas.

O barril do Brent, referência para o mercado internacional, subiu 0,65%, ou US$ 0,61, e terminou a sessão cotado a US$ 94,39. Na semana, a valorização chegou a 6,6%.

O WTI, referência negociada em Nova York, avançou 0,26%, para US$ 87,06 por barril. Na semana, acumulou alta de 5,6%.

As tensões envolvendo Estados Unidos e Irã continuam afetando as perspectivas para a oferta e o transporte de petróleo. O fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis registrados antes do conflito, enquanto o transporte de petroleiros também enfrenta restrições no Mar Vermelho.

As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem paralisadas, mantendo entre os investidores a preocupação com possíveis impactos sobre a oferta mundial e sobre as rotas utilizadas para o transporte da commodity.

Números da sexta-feira

  • Dólar comercial: R$ 5,142, queda de 1%;
  • Dólar na semana: queda de 1,53%;
  • Ibovespa: 171.031,73 pontos, alta de 1,85%;
  • Ibovespa na semana: alta de 2,45%;
  • Brent: US$ 94,39 por barril;
  • Brent na semana: alta de 6,6%;
  • WTI: US$ 87,06 por barril;
  • WTI na semana: alta de 5,6%.
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