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Desenrola Brasil termina em uma semana; veja quem ainda pode renegociar dívidas

Consumidores têm até 3 de agosto para renegociar dívidas pelo Novo Desenrola Brasil. Após o prazo, os acordos deverão ser feitos diretamente com as instituições financeiras

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
desenrola brasil
desenrola brasil — Crédito: Divulgação

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Os consumidores que ainda pretendem renegociar dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, têm apenas mais uma semana para aderir ao programa. O prazo para participar termina em 3 de agosto.

Após essa data, a renegociação de débitos deverá ser feita diretamente com as instituições credoras, sem a intermediação do programa federal.

Criado para ampliar as possibilidades de regularização de dívidas, o Desenrola 2.0 já movimentou mais de R$ 20 bilhões em acordos e beneficiou mais de 6 milhões de brasileiros, conforme dados divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Programa retirou milhões da lista de inadimplentes

Segundo a Febraban, cerca de 4 milhões de consumidores com dívidas de até R$ 100 tiveram seus nomes retirados dos cadastros de inadimplência.

Além disso, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas conseguiram quitar seus débitos à vista, com descontos que chegaram a 80% sobre o valor devido.

Consumidores devem verificar critérios de participação

Quem pretende aproveitar os últimos dias do programa deve verificar se atende aos critérios estabelecidos para a renegociação.

A orientação é procurar diretamente a instituição financeira responsável pela dívida, utilizando apenas os canais oficiais, como aplicativos, internet banking, sites ou agências bancárias.

Febraban alerta para golpes

Com a proximidade do encerramento do programa, a Febraban alerta para o aumento das tentativas de fraude.

A recomendação é desconfiar de ofertas de renegociação feitas por WhatsApp, redes sociais ou ligações telefônicas, especialmente quando houver cobrança antecipada de qualquer valor para intermediar o acordo.

Segundo a entidade, toda negociação deve ser realizada pelos canais oficiais da instituição financeira.

Especialistas recomendam avaliar capacidade de pagamento

Antes de formalizar um acordo, a orientação é analisar se as parcelas cabem no orçamento e comparar as condições oferecidas.

Embora a renegociação possa ajudar na reorganização das finanças e na redução da inadimplência, assumir prestações acima da capacidade de pagamento pode levar ao surgimento de novas dívidas e ao retorno da situação de inadimplência.

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