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Desemprego cai para 5,4% e Brasil registra menor taxa da série histórica do IBGE

Número de pessoas ocupadas supera 103 milhões no segundo trimestre; rendimento médio do trabalhador chega a R$ 3.738

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
carteira
carteira — Crédito: Sandra Lima/FAS (arquivo)

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor índice já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma redução em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa foi de 6,1%, e também na comparação com o mesmo período de 2025, que havia registrado 5,8%.

Número de ocupados ultrapassa 103 milhões

Segundo o levantamento, o país alcançou 103,1 milhões de pessoas ocupadas entre abril e junho, um aumento de aproximadamente 1,08 milhão de trabalhadores em relação ao trimestre anterior.

Ao mesmo tempo, o contingente de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões, redução de 10%, o equivalente a 718 mil pessoas, na comparação com os três primeiros meses do ano.

Transporte e setor público lideram geração de vagas

Entre os segmentos da economia que mais contribuíram para a criação de empregos no período, destacam-se os setores de transporte, armazenagem e correio, que cresceram 3,9%, com a abertura de cerca de 235 mil vagas.

Também apresentou avanço o grupo formado por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que registrou alta de 2,6%, com 489 mil novos ocupados.

Emprego com carteira assinada cresce

A pesquisa mostra que o Brasil encerrou o segundo trimestre com 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, enquanto 13,6 milhões atuavam sem registro formal.

A taxa de informalidade ficou em 37,4% da população ocupada, incluindo trabalhadores sem carteira assinada, autônomos sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e outras formas de ocupação informal.

Rendimento médio atinge maior valor para o período

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros foi de R$ 3.738 no segundo trimestre, o maior valor já registrado para esse período do ano.

Apesar do recorde para os meses de abril a junho, o rendimento ficou ligeiramente abaixo do observado no primeiro trimestre de 2026, quando havia alcançado R$ 3.765.

Como é feita a pesquisa

A Pnad Contínua acompanha o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando diferentes formas de ocupação, como empregados com e sem carteira assinada, trabalhadores temporários, domésticos, empregadores e trabalhadores por conta própria.

Pela metodologia do IBGE, é considerada desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa.

O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios, distribuídos por todos os estados e pelo Distrito Federal.

Caged também aponta avanço do mercado formal

Os números da Pnad foram divulgados um dia após o Ministério do Trabalho e Emprego apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo o Caged, o Brasil criou quase 145,2 mil empregos formais em junho. No acumulado de 2026, o saldo é de 921,7 mil novas vagas com carteira assinada.

Enquanto a Pnad mede o comportamento geral do mercado de trabalho, incluindo empregos formais e informais, o Caged acompanha exclusivamente a movimentação de admissões e demissões de trabalhadores com carteira assinada.

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