🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Desaparecimentos de crianças e adolescentes crescem 8% em 2025, aponta Ministério da Justiça

Entre os desaparecidos em 2025, homens representam 64% do total, mas, no recorte infantojuvenil, 62% dos casos envolvem meninas

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Desaparecidos
Desaparecidos — Crédito: Paulo Pinto/Agencia Brasil

O aumento dos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil chama atenção e reforça a necessidade de políticas públicas mais efetivas. Dados oficiais mostram que, em 2025, 28% de todas as pessoas desaparecidas tinham menos de 18 anos. Enquanto o total de desaparecimentos subiu 4% em relação a 2024, os casos envolvendo menores de idade cresceram 8%, passando de 22.092 para 23.919 registros. Comparado a 2019, quando a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas foi instituída, o número ainda é 14% menor do que os 27.730 casos registrados naquele ano.

Outro ponto relevante é a diferença por gênero. Entre os desaparecidos em 2025, homens representam 64% do total, mas, no recorte infantojuvenil, 62% dos casos envolvem meninas. Especialistas alertam que muitos desses desaparecimentos estão ligados a contextos de violência intra-familiar. “Nessas situações, os agentes do Estado precisam agir com sensibilidade para não expor novamente a criança ou adolescente, mas também não podem generalizar. O Estado tem a obrigação de buscar qualquer pessoa desaparecida, sem prejulgar a situação ou quem registra o desaparecimento”, explica uma especialista ouvida pela reportagem.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reconhece a subnotificação nos registros oficiais, ponderando que o crescimento de 4% em 2025 em relação ao ano anterior não significa necessariamente um aumento real dos casos. Classificar as diferentes causas dos desaparecimentos é considerado um “desafio estatístico”, que depende da apuração detalhada de cada ocorrência e da padronização rigorosa das informações coletadas.

Nos últimos anos, a pasta afirma ter avançado na estruturação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, em parceria com estados e Distrito Federal. Entre as ações estão o lançamento do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, capacitação de policiais civis, coleta de material genético de familiares e campanhas de comunicação sobre desaparecimentos. Entretanto, menos da metade das unidades federativas aderiu ao cadastro nacional, o que ainda limita a abrangência e o acesso às informações consolidadas sobre os casos.

O contexto evidencia que, apesar dos avanços estruturais, a busca por crianças e adolescentes desaparecidos ainda enfrenta desafios significativos e exige atenção contínua da sociedade e do Estado.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.