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Deputado sugere rotas alternativas para moradores diante dos “pedágios urbanos”

Para Evandro, a criação de alternativas de circulação pode ser uma forma de amenizar os efeitos do modelo enquanto seguem as discussões judiciais e políticas sobre o sistema

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
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. — Crédito: Divulgação

O sistema de cobrança por pórticos nas rodovias do Paraná voltou a ser alvo de críticas na Assembleia Legislativa nesta semana. Durante pronunciamento em plenário, o deputado Evandro Araújo classificou o modelo de cobrança automática como uma espécie de “pedágio urbano” e cobrou que municípios diretamente afetados pela medida quantifiquem os impactos e busquem alternativas para suas populações.

Segundo o parlamentar, o avanço da instalação dos pórticos tem provocado preocupação em diversas cidades, especialmente em regiões onde as estruturas acabam criando barreiras entre áreas urbanas e comunidades próximas.

Evandro afirmou que é necessário que as administrações municipais se mobilizem para mensurar os efeitos da cobrança sobre a mobilidade e a economia local. Para ele, esse levantamento pode fortalecer ações políticas e jurídicas contra o modelo.

“O que nós queremos é que cada prefeitura possa mostrar de fato qual é o impacto desses pórticos na sua cidade e na sua região”, declarou.

Durante o discurso, o deputado destacou que algumas cidades já iniciaram movimentos para avaliar as consequências do sistema. Entre elas, citou municípios que estariam analisando a situação ou se preparando para adotar medidas administrativas e técnicas para enfrentar o problema.

De acordo com Evandro Araújo, a instalação dos equipamentos pode afetar diretamente o deslocamento cotidiano da população, especialmente quando a cobrança ocorre em trechos próximos às áreas urbanas.

“Esses pórticos acabam funcionando como verdadeiros pedágios urbanos”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que as prefeituras estudem rotas alternativas para reduzir o impacto da cobrança sobre moradores que dependem das rodovias para acessar o centro das cidades ou áreas de serviços.

“É preciso que os municípios encontrem trechos de estradas rurais ou municipais que possam oferecer alternativas aos seus munícipes”, disse.

Para Evandro, a criação de alternativas de circulação pode ser uma forma de amenizar os efeitos do modelo enquanto seguem as discussões judiciais e políticas sobre o sistema.

O deputado lembrou ainda que existem ações em andamento contestando a cobrança e reiterou que o objetivo não é ampliar o conflito entre concessionárias, poder público e população.

“Nós não queremos um clima de beligerância, um clima de guerra. Isso é ruim para todo mundo”, afirmou.

Mesmo assim, ele cobrou que as concessionárias também estejam abertas a rever parte das decisões adotadas.

“As concessionárias precisam considerar dar um passo atrás e ouvir as prefeituras, ouvir os deputados e ouvir os munícipes”, declarou.

O modelo de cobrança por pórticos — conhecido como free flow — vem sendo implantado em rodovias concedidas no Paraná e tem gerado debates sobre seus impactos na mobilidade e no custo de deslocamento entre cidades e áreas urbanas próximas às rodovias.

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