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Denúncia aponta uso de R$ 4 bilhões da Sanepar sem redução na tarifa de água no Paraná

Questionamento sobre destino de recursos bilionários pressiona governo Ratinho Junior e reacende debate sobre transparência, lucros e política tarifária da estatal

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
água torneira
água torneira — Crédito: Divulgação

A destinação de aproximadamente R$ 4 bilhões pela Sanepar passou a ser alvo de denúncia por possível ausência de impacto direto na tarifa de água cobrada dos paranaenses. O questionamento central é que, mesmo diante de resultados financeiros robustos e distribuição significativa de recursos, a população não teria sido beneficiada com redução nas contas, levantando dúvidas sobre a política tarifária da companhia.

O deputado estadual Arilson Chiorato levou o tema ao debate público e cobra explicações do governo Ratinho Junior sobre o modelo adotado pela estatal. Segundo ele, parte dos valores distribuídos, especialmente na forma de dividendos, poderia ter sido direcionada para reduzir tarifas ou amortecer reajustes. O parlamentar defende a revisão da política de lucros da empresa, com maior foco no interesse público e no impacto direto ao consumidor.

A denúncia ganha força em um cenário recente de questionamentos envolvendo a Sanepar, que vem sendo alvo de críticas e reportagens ao longo dos últimos meses. A estatal já esteve no centro de polêmicas após a divulgação de áudios que levantaram suspeitas sobre sua gestão, episódio que gerou cobrança pública por explicações e ampliou a desconfiança sobre a condução da companhia.

Paralelamente, o setor de saneamento no Paraná entrou no radar após delações nacionais envolvendo pagamento de propinas em concessões de água e esgoto, o que intensificou o debate sobre parcerias público-privadas e contratos bilionários. Embora os relatos não tenham apontado diretamente irregularidades em contratos locais, o efeito foi imediato ao aumentar o nível de vigilância sobre acordos firmados no estado.

Outro ponto que contribuiu para o ambiente de pressão foi a discussão sobre a chamada porta giratória entre o setor público e o privado, após a saída de uma ex-diretora da Sanepar para atuar em empresas ligadas ao setor de concessões. O episódio levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e reforçou a necessidade de maior controle e transparência na gestão.

Nesse contexto, a denúncia sobre os R$ 4 bilhões se insere em um cenário já tensionado, no qual a atuação da Sanepar vem sendo constantemente questionada sob diferentes aspectos. A política de distribuição de dividendos, a definição de tarifas e a transparência na gestão passam a ser discutidas de forma conjunta, ampliando a pressão política sobre o governo estadual.

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