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Deltan reage à ação do PT e diz que tentativa de barrar candidatura busca tirá-lo da disputa antes do voto

Pré-candidato ao Senado pelo Novo afirma estar elegível e diz que responderá ao pedido de impugnação dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Deltan
Deltan — Crédito: Agência Brasil

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O ex-deputado federal e ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo), pré-candidato ao Senado pelo Paraná, divulgou uma nota nesta quarta-feira (6) em resposta ao pedido apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para impugnar sua candidatura nas eleições de 2026.

Na manifestação, Dallagnol afirma que a iniciativa tem motivação política e sustenta que a intenção do partido é impedir sua participação na disputa eleitoral.

"Não conseguem derrotar Deltan no voto, então tentam retirá-lo antes do voto", diz um trecho da nota.

Ex-procurador afirma estar elegível

No comunicado, Dallagnol afirma que está seguro de sua situação jurídica e lembra que, em julho, protocolou junto à Justiça Eleitoral um pedido antecipado de reconhecimento de elegibilidade.

Segundo ele, o processo foi acompanhado de toda a documentação necessária e de pareceres jurídicos.

"Deltan está tão seguro de sua situação jurídica que levou a questão à Justiça Eleitoral em julho e antecipou o seu pedido de registro de candidatura, com todos os documentos, pareceres de grandes juristas e antes de qualquer prazo: ele está elegível", afirma a nota.

O ex-procurador também sustenta que não respondia a processo administrativo disciplinar quando deixou o Ministério Público Federal e que nenhum dos procedimentos citados no julgamento que resultou na cassação de seu mandato parlamentar terminou com aplicação de punição.

Críticas ao PT e referência à Lava Jato

Na nota, Dallagnol relaciona a ação judicial ao histórico da Operação Lava Jato, da qual foi coordenador.

"A impugnação do Partido dos Trabalhadores (PT) não é nada mais do que o partido investigado pela Operação Lava Jato tentando tirar da urna o procurador que coordenou a operação", afirma o texto.

O ex-procurador também faz referência à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou seu mandato de deputado federal em 2023.

"Em 2023, o voto de quase 345 mil paranaenses foi anulado com base numa suposição sobre o futuro. O futuro chegou e não confirmou nada", diz a nota.

Defesa promete responder à Justiça Eleitoral

Dallagnol afirma que apresentará sua defesa dentro do prazo legal e demonstrou confiança na análise do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

"Deltan responderá nos autos, no prazo da lei, e confia na Justiça Eleitoral do Paraná. Fora dos autos, vale o que sempre valeu: quem escolhe quem representa o Paraná no Senado não é partido nenhum, é o eleitor paranaense", conclui a manifestação.

O pedido de impugnação foi protocolado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que sustenta que Dallagnol permanece inelegível em razão da decisão do TSE que, em 2023, cassou seu registro de candidatura a deputado federal. O caso será analisado pelo TRE-PR, que também deverá decidir sobre o pedido de declaração de elegibilidade apresentado previamente pelo ex-procurad

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