🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
deltan dallagnol
deltan dallagnol — Crédito: Geraldo Bubniak

Deltan Dallagnol pede ao TRE-PR reconhecimento de elegibilidade para disputar eleições de 2026

Ex-deputado federal protocola requerimento para obter manifestação prévia da Justiça Eleitoral sobre sua situação; defesa sustenta que decisão do TSE não gera inelegibilidade

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) um Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) para que a Justiça Eleitoral reconheça formalmente sua aptidão para disputar as eleições de 2026.

A iniciativa marca uma mudança na estratégia jurídica do ex-procurador da Operação Lava Jato. Desde a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2023, Dallagnol vinha sustentando que não havia dúvidas sobre sua elegibilidade e contestava publicamente interpretações de que estaria impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa.

Com o novo pedido, a defesa busca uma manifestação antecipada da Justiça Eleitoral sobre sua situação antes do período de registro de candidaturas.

Defesa contesta efeitos da decisão do TSE

Na petição apresentada ao TRE-PR, assinada pelo advogado Leandro Rosa, a defesa argumenta que a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC), utilizada no processo que resultou na cassação do mandato de Dallagnol, não é instrumento jurídico capaz de produzir uma declaração de inelegibilidade.

O documento também cita pareceres dos juristas Luiz Guilherme Marinoni e Ricardo Alexandre da Silva para sustentar a tese de que a decisão do TSE não impede o ex-deputado de disputar novas eleições.

Advogados rebatem fundamento da cassação

Os advogados afirmam ainda que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral partiu da premissa de que Dallagnol teria deixado o Ministério Público Federal para evitar a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Segundo a defesa, quando o ex-procurador pediu exoneração havia apenas 15 reclamações disciplinares remanescentes relacionadas à Operação Lava Jato, nenhuma delas convertida em PAD.

A petição sustenta que esses procedimentos foram posteriormente arquivados, prescritos ou considerados inaplicáveis e afirma que, mesmo na hipótese de eventual responsabilização disciplinar, as sanções possíveis seriam censura ou suspensão, e não demissão.

Defesa cita adversários políticos

O requerimento também questiona a origem de parte das reclamações disciplinares apresentadas contra Dallagnol.

Os advogados mencionam como autores de representações o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que atuava como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Operação Lava Jato, além dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jaques Wagner (PT-BA) e da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR). A defesa sustenta que todos seriam adversários políticos ou pessoas investigadas pela força-tarefa.

Sergio Moro poderá ser testemunha

No pedido apresentado ao TRE-PR, a defesa informa que, caso o requerimento seja contestado, pretende indicar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) como testemunha.

O objetivo do procedimento é obter uma definição antecipada sobre a capacidade eleitoral de Dallagnol para participar das eleições de 2026.

Decisão poderá influenciar disputa eleitoral

O julgamento do requerimento pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deverá definir se o ex-deputado poderá obter uma declaração prévia de elegibilidade antes do registro das candidaturas.

Na prática, o pedido leva ao Judiciário a discussão sobre a situação eleitoral de Dallagnol, tema que vinha sendo debatido desde a cassação de seu mandato e que deve figurar entre os principais impasses jurídicos das eleições paranaenses de 2026.

A eventual decisão do TRE-PR poderá servir de parâmetro para futuras discussões sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa ao caso do ex-procurador.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.