🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Debate aborda o uso da inteligência artificial no processo decisório judicial

Debate reúne lideranças da OAB e destaca desafios de transparência, controle humano e limites do uso de algoritmos nas decisões judiciais

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Inteligência Artificaial
Inteligência Artificaial — Crédito: Imagem gerada pelo Chat GPT

A inteligência artificial no processo decisório judicial foi tema do primeiro painel desta sexta-feira (20) no 1º Encontro Sul-Brasileiro de Prerrogativas, que teve início ontem (19) e acontece em Foz do Iguaçu pelas três seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil na Região Sul, com apoio do Conselho Federal.

Com o tema “IA no processo decisório judicial, transparência e controle humano”, o debate reuniu Geovanei Bandeira, diretor de Prerrogativas da OAB Paraná, como moderador, e os presidentes das seccionais da OAB de Goiás, Rafael Lara, e da OAB Ceará, Christiane Leitão.

Papel da OAB

Primeiro a fazer sua exposição no painel, Rafael Lara defendeu que a OAB trate o tema com cautela. “O pensamento nos sistema OAB até pouco tempo atrás era o de por o pé na porta. Nesta gestão, viramos a chave. E isso porque notamos que é inevitável”, pontuou, para logo adiante questionar: “Quem aqui sabe verdadeiramente me dizer o que é e como funciona o algoritmo?”.

A presidente Christiane Leitão relatou que a seccional cearense está oferecendo uma IA para a advocacia e vai disponibilizá-la nas salas da advocacia, para apoio ao cotidiano no advogado. A advogada apresentou reflexões sobre o papel da IA. “Ela precisa ser vetor de eficiência, mas não pode ser o sujeito da jurisdição. Esse é o enfrentamento que temos de ter, como Ordem”, argumentou.

Durante o painel, foram discutidos os impactos do uso de sistemas automatizados na triagem de processos, na elaboração de resumos e minutas decisórias, bem como os desafios relacionados à transparência, auditabilidade e controle humano das ferramentas de inteligência artificial. Também estiveram em pauta temas como vieses algorítmicos, dever de correção e o acesso das partes a informações como prompts e registros de operação.

O discussão evidenciou a necessidade de conciliar inovação tecnológica com as garantias fundamentais do processo, especialmente o direito de petição, o contraditório e a ampla defesa.

Confira mais destaques

“Temos dificuldade de compreender e aceitar avanços. Mas enquanto Ordem temos mesmo de ser mais cautelosos.” – Rafael Lara, presidente da OAB-GO

“Até um ano e meio atrás, tínhamos mera automação. A IA propriamente dita veio com mais força recentemente e ainda não é o dia-a-dia dos escritórios.” – Rafael Lara, presidente da OAB-GO

“Quem aqui diz ao cliente, com transparência, se foi o bacharel, o estagiário ou o próprio advogado que fez uma petição? A gente tem de ser realista: quando o direito vira as costas para a realidade, a realidade vira as costas para o direito.” – Rafael Lara, presidente da OAB-GO

“A pergunta mais urgente neste nosso encontro é: quem decide quanto da IA vai participar do processo decisório?” – Christiane Leitão, presidente da OAB-CE

“Quando o processo decisório é construído com instrumentos de IA, isso precisa ser sinalizado para a advocacia. No Ceará, tivemos casos de jurisprudência inexistente.” – Christiane Leitão, presidente da OAB-CE

“A segurança digital está no centro de um problema que todos temos hoje: o vazamento de dados e o golpe do falso advogado. Foi importante a ação do CFOAB no PL para a criminalização desse golpe.” – Christiane Leitão, presidente da OAB-CE

“Temos de nos atentar para o fato que o advogado é um ´ajudador´ do juiz. Quanto mais fidedigno e leal à causa e à realidade dos fatos for, melhor será a jurisdição que o juiz vai fornecer.” – Geovanei Bandeira, diretor de prerrogativas da OAB Paraná.

Foto: Divulgação

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.