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DC prepara ofensiva judicial contra pesquisas que mantêm Tony Garcia na disputa pelo Governo do Paraná

Partido afirma que institutos foram comunicados oficialmente sobre a retirada da candidatura e estuda impugnar levantamentos; decisão de Dias Toffoli que manteve inelegibilidade de Tony Garcia reforça novo cenário eleitoral

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Tony Garcia
Tony Garcia — Crédito: Reprodução redes sociais

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O Diretório Estadual do Democracia Cristã (DC) estuda recorrer à Justiça Eleitoral para contestar pesquisas de intenção de voto ao Governo do Paraná que mantenham o nome de Tony Garcia entre os candidatos, mesmo após a legenda oficializar apoio ao senador Sérgio Moro (União Brasil) e comunicar formalmente a mudança aos institutos responsáveis pelos levantamentos.

A estratégia jurídica ganhou ainda mais relevância nesta sexta-feira (7), após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar pedido de Tony Garcia para suspender os efeitos de um acordo firmado com a Justiça que o impede de disputar cargos eletivos até o término do prazo de inelegibilidade. Com a decisão, permanece inviabilizada a candidatura do ex-deputado ao Palácio Iguaçu. 

Segundo nota divulgada pelo Democracia Cristã, a assessoria jurídica analisa caso a caso e poderá ajuizar pedidos de impugnação contra pesquisas que tenham ignorado a comunicação oficial encaminhada pelo partido sobre a retirada do nome de Garcia.

 

Cronograma

As informações registradas no sistema de pesquisas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que três levantamentos tiveram o trabalho de campo iniciado após a mudança política promovida pelo DC.

A pesquisa do Instituto Ranking (PR-07486/2026), contratada pela Editora Indústria e Comércio Ltda. (INCO), foi registrada em 25 de julho, iniciou as entrevistas em 26 de julho e encerrou a coleta em 28 de julho. O levantamento ouviu 1.200 eleitores e teve custo declarado de R$ 15 mil.

O Instituto Veritá (PR-03910/2026) registrou sua pesquisa em 27 de julho, realizando entrevistas entre 28 de julho e 1º de agosto. Foram ouvidos 2.010 eleitores, em um levantamento com custo informado de R$ 154.770.

Também registrado em 27 de julho, o levantamento do Radar Estatística (PR-05428/2026) realizou entrevistas entre 28 de julho e 2 de agosto, ouvindo 1.100 eleitores. O custo declarado foi de R$ 72,5 mil.

Na avaliação do Democracia Cristã, todos esses institutos tiveram tempo suficiente para atualizar seus questionários após a definição da nova executiva estadual e do anúncio público de apoio à candidatura de Sérgio Moro.

 

Exceção ao IRG

O partido faz apenas uma ressalva em relação ao Instituto IRG.

Segundo o DC, o início do trabalho de campo coincidiu com o período em que a mudança política estava sendo oficializada, motivo pelo qual a manutenção do cenário originalmente contratado seria justificável.

Para os demais institutos, entretanto, a legenda sustenta que houve comunicação formal informando a retirada da pré-candidatura de Tony Garcia, além de ampla divulgação da decisão na imprensa.

 

Análise jurídica

O departamento jurídico do partido informou que a análise será individualizada. Após a divulgação — ou eventual confirmação do conteúdo — de cada pesquisa, serão avaliadas medidas judiciais caso fique constatado que os questionários permaneceram desatualizados.

O argumento central deverá ser o de que pesquisas realizadas após a oficialização da retirada da candidatura passaram a retratar um cenário político inexistente, comprometendo a fidelidade das informações apresentadas ao eleitorado.

A discussão ganha novo peso após a decisão do ministro Dias Toffoli, que rejeitou o pedido de Tony Garcia para anular o acordo firmado com o Ministério Público do Paraná em 2021. Uma das cláusulas do ajuste estabelece que ele não pode disputar eleições por oito anos, restrição que o ex-deputado buscava afastar para concorrer ao Governo do Estado. Ao negar o pedido, o ministro manteve válidos os efeitos do acordo, preservando a inelegibilidade de Garcia. 

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