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Crise na merenda em Ponta Grossa: denúncias apontam sócio da empresa Omega envolvido com a “máfia das merendas”

Sócio da empresa fornecedora já foi citado em investigações por superfaturamento e fraudes em licitações de alimentação escolar

Valéria Mendes · · 2 min de leitura
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... — Crédito: Brasil de Fato

 Nesta última quarta-feira, durante a sessão na Câmara de Ponta Grossa, o Vereador Geraldo Stocco (PV) retornou à tribuna expondo sua indignação diante das situações que vêm ocorrendo na rede pública de educação do município. Dentre as denúncias, está a falta de merenda escolar e qualidade dos alimentos fornecidos aos alunos. 

 A Gazeta do Paraná vem acompanhando o caso e recolheu informações sobre um dos sócios da empresa Omega, Ignácio de Moraes Júnior, responsável por fornecer as merendas escolares, que recebeu mais de R$79 milhões pelo serviço. O empresário é apontado em investigações do MPRJ por superfaturamento em licitações de kits-alimentação, quando administrava a empresa Quotidien Comercial Atacadista Ltda. Segundo o inquérito, a empresa Nutriplus, também gerida por Ignácio, foi integrada à “máfia das merendas”, envolvida em fraudes de licitação para o fornecimento de merendas a creches e escolas da rede pública, principalmente em São Paulo. 

 Nas últimas sessões a abertura de CPI foi tema de debate entre parlamentares, e por apenas um voto, não foi aberta investigação. Além das merendas, a falta de uniformes e kits escolares tem gerado reclamações recorrentes de cidadãos. Diante dessas situações, Stocco informou, na última sessão, que solicitou na justiça o afastamento da secretária de educação e a quebra de contrato com a empresa Omega. 

 Guilherme Mazer (PT) criticou as terceirizações e reforçou as acusações. “Somem 8 milhões do livro paradidático de ouro, superfaturado. Somem 14 milhões da plataforma superfaturada que eu fiz o orçamento com a Serpro, melhor empresa de tecnologia do Brasil, custaria 2 milhões. Somem 80 milhões da merenda, que no máximo custa 50 milhões. Eles sabem que têm dinheiro, mas eles sabem que a prioridade não é o serviço público. A prioridade é encher o bolso de alguém”.

 Apesar das acusações de vereadores e funcionários públicos, não houve abertura de CPI. A expectativa é que a discussão avance nas próximas sessões.

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