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CPI do Crime Organizado quer convocar Ibaneis Rocha após ausência em sessão

Governador do Distrito Federal não compareceu à comissão no Senado, e presidente da CPI deve pedir convocação obrigatória

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
ibaneis rocha
ibaneis rocha — Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado deve avançar para a convocação formal do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (3), em Brasília, após o chefe do Executivo do DF não comparecer à sessão para a qual havia sido convidado.

Presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) informou que apresentará um requerimento de convocação. Caso aprovado pelo colegiado, Ibaneis será obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos aos parlamentares.

A sessão desta terça acabou cancelada. O governador havia enviado ofício comunicando que seria representado pelo secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. No entanto, quem compareceu foi o secretário-executivo da pasta, Alexandre Patury, o que levou à suspensão dos trabalhos.

Segundo a assessoria do senador Contarato, a ausência do governador motivou a mudança de status do convite para convocação, instrumento que torna obrigatória a presença do convocado.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defendeu a oitiva do governador ao destacar a relevância do Distrito Federal no cenário nacional. Apesar de índices de homicídio considerados controlados, a capital concentra estruturas do poder político e econômico do país.

De acordo com Vieira, a presença do governador é importante para detalhar estratégias de combate à lavagem de dinheiro, à atuação de facções criminosas e à infiltração do crime organizado em setores da economia e do Estado.

A reportagem procurou o Governo do Distrito Federal para comentar o assunto, mas não houve retorno até a publicação deste texto.

Banco Master entra no radar da CPI

O nome de Ibaneis Rocha também aparece ligado às investigações sobre o Banco Master. O caso envolve o Banco de Brasília (BRB), instituição pública do DF, que tentou adquirir o banco privado antes de sua liquidação pelo Banco Central.

As investigações apontam suspeitas de emissão de créditos falsos para captação de recursos, com prejuízos que podem chegar a R$ 17 bilhões. Diante dos indícios de irregularidades, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, há pedidos de abertura de CPI e de impeachment relacionados ao caso. O governador nega qualquer irregularidade e afirma estar tranquilo em relação às apurações.

Agenda da CPI

A CPI do Crime Organizado programou uma série de oitivas com governadores para discutir a atuação de facções criminosas nos estados. Nesta semana, também estava previsto o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, marcado para quarta-feira (4).

A sessão, no entanto, foi cancelada após Castro informar que cumpre agenda oficial na Europa e não poderia comparecer.

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