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CPI do Crime Organizado cancela depoimentos de governadores e secretários

Comissão ouviria autoridades de Pernambuco e do Rio de Janeiro, mas reuniões foram suspensas e ainda não têm nova data

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
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cpi — Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado cancelou as reuniões previstas para terça-feira (10) e quarta-feira (11), quando seriam ouvidos governadores e autoridades da área de segurança pública. Os depoimentos ocorreriam no Senado Federal, em Brasília.

Na terça-feira, estava previsto o comparecimento da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do secretário estadual responsável pela Defesa Civil, Alessandro Carvalho de Mattos. Já na quarta-feira, o colegiado aguardava o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do secretário de Segurança Pública do estado, Victor Cesar Carvalho dos Santos. Todos participariam como convidados.

Até o momento, os integrantes da CPI não informaram o motivo oficial para o cancelamento das reuniões. Também não foram divulgadas novas datas para a realização dos depoimentos.

Os senadores receberam autorização para atuar de forma remota nos dias que antecedem o período de carnaval, o que coincide com o adiamento das oitivas previstas na comissão.

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O governador Cláudio Castro já havia deixado de comparecer a uma reunião anterior da CPI, realizada no dia 4 de fevereiro, quando informou que estava fora do país em compromisso oficial.

Comissão investiga atuação de facções e milícias

A CPI do Crime Organizado é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e conta com 11 membros titulares e sete suplentes. O colegiado foi criado para investigar a atuação, o crescimento e a estrutura de organizações criminosas no Brasil, incluindo facções e milícias.

A comissão também busca reunir informações que possam contribuir para a elaboração de propostas legislativas voltadas ao enfrentamento dessas organizações.

Os convites aos governadores e secretários partiram do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo ele, a participação dessas autoridades é considerada importante para ampliar o diagnóstico sobre o crime organizado e subsidiar o relatório final da comissão.

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