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Correios reabrem PDV em fevereiro e esperam até 15 mil adesões

Plano de desligamento voluntário faz parte da reestruturação financeira da estatal e prevê economia bilionária a partir de 2028

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
correios
correios — Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os Correios vão reabrir, a partir da primeira semana de fevereiro, as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV). A adesão é individual e opcional, com prazo até 31 de março. Os desligamentos dos empregados inscritos deverão ser concluídos até o fim de maio.

Em comunicado divulgado em dezembro, a estatal informou que o PDV tem potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A estimativa é de uma economia anual de R$ 2,1 bilhões em despesas com pessoal, com impacto financeiro pleno previsto para 2028.

Atualmente, os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e cerca de 10 mil trabalhadores terceirizados. O PDV 2026 integra a primeira fase do Plano de Reestruturação Econômico-Financeiro para o período de 2025 a 2027, que tem como objetivo reduzir custos e garantir a sustentabilidade da empresa, mantendo sua função social.

No PDV realizado em 2025, aproximadamente 3,5 mil empregados aderiram ao programa.

Novas regras do PDV 2026

Em mensagem enviada aos empregados, a empresa informou que o novo plano mantém o incentivo financeiro adotado no PDV anterior, mas amplia as condições de participação. A principal mudança é o fim da restrição de idade mínima, que antes era de 55 anos. Agora, qualquer empregado pode aderir, desde que tenha pelo menos dez anos de vínculo com a empresa.

Outra exigência é ter recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses nos últimos 60 meses. O empregado também não pode ter completado 75 anos até a data do desligamento.

O plano prevê ainda a possibilidade de adesão ao Plano de Saúde Família, tanto para os empregados desligados quanto para seus dependentes, com mensalidades reduzidas e cobertura regional.

Reestruturação e sustentabilidade

A direção dos Correios reforça que o plano de reestruturação é essencial para reequilibrar as finanças da estatal. Em dezembro, a empresa anunciou a captação de R$ 12 bilhões em crédito para financiar ações emergenciais voltadas à estabilização financeira.

A projeção é de redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028. O plano também prevê o fechamento de cerca de mil agências consideradas deficitárias. Atualmente, a empresa mantém mais de 10.350 unidades de atendimento em todo o país, entre agências próprias e pontos conveniados, além de cerca de 1,1 mil centros de distribuição e tratamento.

Outra medida prevista é a venda de imóveis ociosos, com o objetivo de gerar receita adicional e reduzir custos de manutenção.

Cenário financeiro

Após diagnóstico interno, os Correios identificaram um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. Os dados consolidados de todo o ano de 2025 ainda não foram finalizados.

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