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supermercado — Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Consumo nos lares brasileiros cresce 3,93% em maio e cesta de supermercado fica mais cara

Levantamento da Abras aponta alta do consumo impulsionada pelo mercado de trabalho, restituição do Imposto de Renda e antecipação do 13º salário

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O consumo nos lares brasileiros registrou crescimento de 3,93% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a abril, o avanço foi de 2,23%. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a alta chega a 2,47%.

De acordo com a entidade, o resultado foi impulsionado principalmente pela manutenção do mercado de trabalho, pelo pagamento da restituição do Imposto de Renda e pela antecipação da primeira parcela do 13º salário, fatores que aumentaram a renda disponível das famílias.

Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, apesar de o saldo de empregos formais em maio ter sido inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, o resultado permaneceu positivo e contribuiu para manter o consumo.

"O estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares", afirmou.

Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), citados pela associação, mostram que o Brasil criou 72.960 vagas com carteira assinada em maio. Entre janeiro e maio, foram gerados 767.326 empregos formais, elevando para 47,8 milhões o número de trabalhadores com vínculo empregatício no país.

Na avaliação de Milan, a estabilidade da renda tem permitido que as famílias mantenham o abastecimento da casa, mesmo diante dos juros elevados e da maior cautela dos consumidores na hora das compras.

"Essa previsibilidade de renda ajuda a preservar o abastecimento das famílias ao longo do mês", destacou.

O levantamento também aponta aumento no custo da cesta de produtos. O Abrasmercado, indicador que acompanha o preço médio de uma cesta com 35 itens de largo consumo, registrou alta de 2,16% em maio. O valor médio passou de R$ 836,80 em abril para R$ 854,91. No acumulado de 2026, a elevação já soma 6,82%.

Já a cesta composta por 12 produtos básicos também ficou mais cara. O preço médio nacional subiu 0,81% no mês, passando de R$ 354,22 para R$ 357,10.

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