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Donald trump — Crédito: Reprodução/Redes sociais
Público › Brasil

Comando Vermelho e PCC: pesquisa revela reação dos brasileiros à decisão dos EUA sobre facções

Levantamento do Ipsos e Ipec mostra que 39% dos brasileiros consideram interferência a decisão dos Estados Unidos de classificar Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

Uma pesquisa realizada pelos institutos Ipsos e Ipec mostra que 39% dos brasileiros consideram que a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas representa uma interferência em assuntos internos do Brasil.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho e avaliou como a população enxerga os possíveis reflexos da medida em diferentes áreas, como segurança pública, economia, relações internacionais e soberania nacional.

Por outro lado, 24% dos entrevistados afirmaram que a iniciativa do governo norte-americano não configura uma interferência em temas exclusivos do Brasil. Os demais participantes não concordaram nem discordaram da afirmação ou não souberam responder.

Opiniões se dividem sobre efeitos na economia

A pesquisa também investigou a percepção da população sobre os impactos econômicos da decisão.

Os resultados mostram equilíbrio entre as opiniões. Enquanto 31% acreditam que a classificação das facções como organizações terroristas poderá prejudicar a economia brasileira, o mesmo percentual entende que a medida não deverá produzir efeitos relevantes nesse setor.

Segurança pública

Na área da segurança, 33% dos entrevistados disseram acreditar que a iniciativa dos Estados Unidos pode contribuir para fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil.

Em sentido contrário, 28% avaliam que a mudança de classificação das facções não deverá gerar melhorias concretas na segurança pública.

Possíveis reflexos sobre o Pix

O levantamento também abordou a percepção dos brasileiros em relação ao Pix.

Segundo a pesquisa, 39% afirmaram que a decisão norte-americana não representa ameaça ao funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

Já 21% concordaram totalmente com a afirmação de que a nova classificação do PCC e do Comando Vermelho pode trazer algum tipo de risco para o Pix.

Cooperação entre Brasil e Estados Unidos

Outro tema avaliado foi a parceria entre as forças de segurança dos dois países.

Para 30% dos entrevistados, a decisão não deve comprometer a cooperação entre as polícias e os serviços de inteligência do Brasil e dos Estados Unidos.

Em contrapartida, 27% acreditam que a medida poderá dificultar ações conjuntas no combate ao crime organizado.

Comunidades e riquezas nacionais

A pesquisa também mediu a percepção sobre possíveis consequências para moradores de áreas dominadas pelas facções criminosas.

Segundo o levantamento, 41% dos brasileiros acreditam que a classificação das organizações como terroristas pode aumentar os riscos enfrentados por moradores dessas comunidades.

Já 24% disseram não enxergar uma ameaça maior para essas populações em decorrência da decisão.

O estudo também questionou os entrevistados sobre eventuais impactos em recursos estratégicos brasileiros, como terras raras, a Amazônia e outras riquezas nacionais.

Nesse cenário, 32% avaliam que a medida adotada pelos Estados Unidos pode representar algum tipo de ameaça aos interesses brasileiros relacionados a esses ativos, enquanto 29% entendem que a decisão não deve produzir efeitos sobre esses recursos.

A pesquisa foi realizada pelos institutos Ipsos e Ipec com 2 mil entrevistados em 130 municípios brasileiros entre os dias 13 e 17 de junho.

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