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Rio sem comando: Castro renuncia e diz que sai do governo do Rio "de cabeça erguida"

Saída ocorre horas antes de o TSE retomar julgamento que pode torná-lo inelegível por 8 anos. Desembargador Ricardo Couto assume interinamente.

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Cláudio Castro
Cláudio Castro — Crédito: Joédson Alves/Agência Basil

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deixou o cargo nesta segunda-feira (23) para se lançar como pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. A despedida ocorreu em cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, com a presença de aliados.

Durante o ato, Castro fez um balanço da gestão e agradeceu o período à frente do Executivo fluminense. “Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata”, afirmou.

Ele havia sido reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022, com cerca de 4,9 milhões de votos.

A renúncia acontece na véspera da retomada, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do julgamento que pode cassar seu mandato. O processo envolve suspeitas de abuso de poder político e econômico durante a campanha à reeleição.

O julgamento será retomado nesta terça-feira (24). Em novembro do ano passado, a relatora do caso, ministra Maria Isabel Galotti, votou pela cassação de Castro. A análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que agora deve apresentar seu voto.

Caso a maioria do tribunal siga o entendimento da relatora, Castro pode ser declarado inelegível por oito anos, além da possibilidade de novas eleições para o governo do estado.

Com a saída do governador, o comando do Executivo fluminense passa, de forma interina, ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. A medida ocorre porque o cargo de vice-governador está vago desde 2025, quando Thiago Pampolha assumiu função no Tribunal de Contas do Estado.

Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, encontra-se afastado das funções.

Pela legislação, o presidente do Tribunal de Justiça terá até dois dias para convocar uma eleição indireta. Os 70 deputados estaduais deverão escolher, no prazo de até 30 dias, um nome para comandar o governo em caráter tampão até a eleição direta prevista para outubro.

 
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