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CIS de Glauber Garbim é alvo de nova denúncia por calote de R$ 270 mil

Pequena empresária afirma estar há mais de 40 dias sem receber por refeições fornecidas em unidade administrada pela empresa de Glauber Garbim. Novo episódio se soma a uma série de controvérsias envolvendo a CIS.

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Poliambulatorio
Poliambulatorio — Crédito: Prefeitura Foz

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A denúncia de uma pequena empresária de Foz do Iguaçu, que afirma estar há mais de 40 dias sem receber R$ 270 mil por refeições fornecidas em uma unidade de saúde administrada pela CIS (Centro Integrado em Saúde Ltda.), acrescenta um novo capítulo à sequência de questionamentos envolvendo a empresa comandada por Glauber Garbim.

Nos últimos meses, a Gazeta do Paraná publicou uma série de reportagens mostrando a rápida expansão da CIS no Paraná, empresa que possui capital social de R$ 3 milhões e filiais em diversas cidades do estado. O crescimento chamou atenção porque ocorreu em meio a questionamentos envolvendo seu administrador, que aparece citado em mais de 30 processos judiciais, conforme registros públicos, e ao debate sobre a manutenção de contratos públicos milionários na área da saúde. 

Agora, uma nova denúncia traz reflexos concretos dessa relação contratual. Segundo relato divulgado pelo portal Paraná Pop, a empresária é responsável pelo fornecimento diário de café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia para funcionários, pacientes e acompanhantes da unidade administrada pela CIS. Apesar de afirmar que continua cumprindo integralmente o contrato, diz que aguarda há mais de 40 dias o pagamento de R$ 270 mil.

De acordo com a fornecedora, sempre que procura a empresa para cobrar os valores, recebe a mesma resposta: que uma nova reunião será realizada. Segundo ela, as reuniões terminam sem qualquer definição prática e o pagamento continua sendo sucessivamente adiado.

“Estamos sendo enrolados dia após dia. Quando conseguimos contato pela manhã, dizem que haverá uma reunião. A reunião nunca resolve nada e logo aparece outra. Assim, vão ganhando mais um dia enquanto nossa empresa continua esperando receber”, afirmou.

A empresária relata que o atraso já compromete o fluxo de caixa da empresa, ameaça empregos e coloca em risco a continuidade das atividades. Para pequenos fornecedores, atrasos dessa magnitude significam dificuldade para pagar funcionários, comprar insumos e manter a prestação de um serviço essencial.

Histórico

Esta não é a primeira vez que o nome de Glauber Garbim aparece no noticiário. Além de destacar a expansão acelerada da CIS, a Gazeta do Paraná também noticiou episódios relacionados à empresa e às reações às reportagens publicadas, reforçando que as apurações continuam acompanhando contratos e fatos ligados à atuação da CIS no Paraná. 

O novo caso amplia a pressão para que a empresa esclareça os motivos do atraso, informe se existe cronograma para quitação da dívida e explique quais providências estão sendo adotadas para garantir que fornecedores não arquem sozinhos com os custos da prestação de serviços contratados.

Enquanto isso, a denúncia levanta uma preocupação que vai além da relação comercial: quando um fornecedor de alimentação hospitalar deixa de receber pelos serviços já prestados, a insegurança financeira passa a atingir também uma atividade indispensável ao funcionamento da assistência em saúde.

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