🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

CCJ rejeita recursos e mantém parecer favorável à cassação de Renato Freitas

Comissão rejeitou votos em separado apresentados por Arilson Chiorato e Ana Júlia; aliados do deputado petista prometem recorrer à Justiça

Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Renato Freitas
Renato Freitas — Crédito: Antonio More/Alep

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná manteve nesta terça-feira (2) o parecer do relator Luiz Fernando Guerra e rejeitou os votos em separado apresentados pelos deputados Arilson Chiorato e Ana Júlia Ribeiro em defesa do recurso protocolado por Renato Freitas contra a decisão do Conselho de Ética que recomendou a cassação de seu mandato.  

A reunião foi inteiramente dominada pela discussão sobre o caso. Durante mais de uma hora, os parlamentares da oposição tentaram convencer os integrantes da comissão de que o processo contém falhas processuais suficientes para justificar seu arquivamento.

Arilson sustentou que a tramitação foi conduzida de forma irregular e classificou o julgamento como uma perseguição política. “Este julgamento está sendo exclusivamente político e contrariou todas as normas constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa. Portanto, é nulo de pleno direito”, afirmou.  

O deputado também atacou diretamente a condução do processo pelo Conselho de Ética, alegando parcialidade dos relatores e afirmando que a Assembleia estaria julgando um episódio ocorrido fora da atividade parlamentar. “A cassação do deputado Renato não será lida apenas como um processo disciplinar. Sabemos que não é apenas técnica e jurídico sendo julgado. É uma perseguição”, declarou.  

Em outro momento, fez um apelo aos integrantes da comissão. “Peço que essa Casa não transforme a sua primeira cassação política da história em uma marca de seletividade racial, social e institucional”, disse.  

Ao final de sua manifestação, pediu formalmente o arquivamento do procedimento. “Apresento esse voto em separado para dar procedência integral ao recurso do deputado Renato Freitas e requerer o arquivamento do processo ético-disciplinar”, afirmou.  

Debate sobre prazo dominou voto de Ana Júlia

A deputada Ana Júlia concentrou sua manifestação principalmente na tese de que o Conselho de Ética perdeu o prazo para concluir a tramitação do processo.

Segundo ela, a prorrogação do prazo ocorreu depois do vencimento do período previsto no Código de Ética da Assembleia. “O pedido de prorrogação de prazo é justo e legítimo, mas ele não pode acontecer depois que o prazo já se encerrou. É o mínimo que todo mundo espera”, afirmou.  

A parlamentar também responsabilizou a condução do Conselho de Ética pela situação. "Vê-se, portanto, negligência por parte da presidência do Conselho de Ética e Decoro ao ignorar o prazo decadencial”, declarou.  

Ela ainda argumentou que a defesa do parlamentar foi prejudicada durante a tramitação. “Houve violação grave à ampla defesa e contraditório. Não podemos suavizar as implicações da ampla defesa, nem mesmo nos processos éticos disciplinares”, disse.  

Outro ponto central de sua argumentação foi a tese de que os fatos investigados ocorreram na esfera privada de Renato Freitas, sem relação com o exercício do mandato parlamentar. “Compreendo que o deputado Renato Freitas não estava no exercício constitucional do seu mandato”, afirmou durante a leitura do voto.  

Maioria acompanhou o relator

Apesar dos argumentos apresentados pela oposição, a maioria dos integrantes da CCJ manteve o entendimento do relator Luiz Fernando Guerra e rejeitou os votos em separado.

Com isso, permanece válido o parecer que recomenda a rejeição do recurso apresentado por Renato Freitas contra a decisão do Conselho de Ética. A votação representa mais uma derrota do parlamentar petista dentro da Assembleia e aproxima o caso das próximas etapas do processo legislativo.

Judicialização já é dada como certa

Se dentro da comissão o placar foi desfavorável, o discurso dos aliados de Renato Freitas deixou claro que a disputa deverá continuar fora da Assembleia.

Durante a sessão, Arilson Chiorato afirmou que, caso os argumentos da defesa não prevaleçam na Casa, a questão será levada ao Judiciário “Obviamente apelaremos para a Justiça, para outras esferas”, declarou.  

A sinalização reforça que o embate em torno do caso está longe do fim. Com a derrota na CCJ, a estratégia dos aliados do deputado passa a se concentrar na contestação judicial do processo, especialmente em relação aos prazos, à produção de provas e à competência da Assembleia para julgar fatos que, segundo a defesa, ocorreram fora do exercício do mandato parlamentar.

 

Próximos passos

Com a rejeição dos votos em separado e a manutenção do parecer do relator, o recurso de Renato Freitas foi considerado improcedente pela CCJ.

Durante a reunião, o presidente da comissão, Ademar Traiano, explicou que o processo agora retorna ao Conselho de Ética para as providências regimentais necessárias antes do encaminhamento ao plenário da Assembleia.

Na prática, a decisão da CCJ encerra a fase recursal dentro da comissão e devolve o procedimento ao Conselho de Ética, responsável por formalizar os encaminhamentos decorrentes da decisão já tomada pelo colegiado.

Concluída essa etapa, caberá à Presidência da Assembleia Legislativa incluir o processo na pauta de votação do plenário, onde os 54 deputados estaduais terão a palavra final sobre o futuro político de Renato Freitas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.