🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Brasil

CCJ da Câmara adia análise de projeto que equipara facções criminosas a grupos terroristas

Presidente da comissão, deputado Paulo Azi, afirmou que aguardará definição de Hugo Motta sobre o rito do projeto antifacção apresentado pelo governo

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Paulo Azi
Paulo Azi — Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Paulo Azi (União-BA), decidiu adiar a análise do projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas. A proposta, apresentada por parlamentares após a recente megaoperação policial no Rio de Janeiro, tem como alvo grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Azi afirmou nesta quarta-feira (5) que pretende aguardar a definição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o rito de tramitação do projeto antifacção enviado pelo governo federal na semana passada. Segundo o parlamentar, as duas propostas poderão ser apensadas (analisadas em conjunto) ou tramitar separadamente.

Leia também:

•Governo é contra equiparar facções ao terrorismo, diz Gleisi Hoffmann

“Não podemos pautar nas próximas semanas, porque a Câmara vai funcionar de forma remota. E não dá para tratar desse assunto sem discussão. Conversei com o presidente, e ele me disse que ainda não sabe como será o rito do projeto do governo. Vamos aguardar para ver o encaminhamento”, declarou Azi.

Divergência com o governo

A proposta enfrenta resistência dentro do governo Lula. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que o Executivo é “terminantemente contra” a ideia de equiparar facções criminosas ao terrorismo.

“O governo é terminantemente contra. Terrorismo tem objetivo político e ideológico, e a legislação internacional permite que países estrangeiros intervenham em nações que abrigam terroristas. Já temos leis específicas para lidar com facções criminosas”, disse Gleisi a jornalistas.

A ministra argumentou que o projeto pode abrir brechas jurídicas e diplomáticas indesejadas, uma vez que o conceito de terrorismo possui tratamento diferenciado em acordos internacionais.

Próximos passos

Paulo Azi explicou que só decidirá sobre o andamento do projeto após Hugo Motta definir como será feita a tramitação da proposta encaminhada pelo governo. Até lá, a análise do texto na CCJ da Câmara permanecerá suspensa.

A medida, segundo o deputado, também visa garantir amplo debate sobre o tema, que envolve questões constitucionais e de segurança pública.

O impasse ocorre em meio a uma série de operações policiais no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que deixaram mais de 120 mortos e reacenderam discussões sobre o enfrentamento às facções criminosas e os limites da atuação policial.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.