🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Cármen Lúcia nega liminar que pedia 120 dias de licença-paternidade

O tema reacende o debate sobre igualdade de direitos parentais

Redação · · 2 min de leitura
Cármen Lúcia
Cármen Lúcia — Crédito: Divulgação

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na sexta-feira (15) um pedido de liminar feito pelo procurador da Fazenda Nacional Marcelo Kosminsky, que buscava ampliar de 20 para 120 dias o período de sua licença-paternidade.

Kosminsky, coordenador-geral da atuação da Fazenda Nacional junto a tribunais superiores como STJ, TST e TSE, tornou-se pai há menos de um mês e argumentou que há omissão do Congresso Nacional na regulamentação do direito previsto pela Constituição de 1988. O texto constitucional estabeleceu inicialmente cinco dias de afastamento, até que houvesse lei específica, mas até hoje o tema não foi normatizado. Enquanto isso, a licença-maternidade mínima permanece em 120 dias.

Na ação apresentada, um mandado de injunção, o procurador lembrou que o próprio STF reconheceu em dezembro de 2023 a omissão do Legislativo e fixou prazo de 18 meses para que o Congresso regulamentasse a licença-paternidade. Esse prazo expirou em junho sem que houvesse avanço no tema.

Apesar dos argumentos, Cármen Lúcia rejeitou a liminar por questões processuais. Segundo a ministra, precedentes da Corte nesse tipo de ação não preveem a concessão de decisões liminares.

No despacho, a magistrada determinou que Congresso Nacional, Presidência da República e Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre o caso. No mérito, Kosminsky pede que o Supremo volte a declarar a omissão legislativa e estabeleça condições mínimas para que ele e outros pais possam exercer o direito à licença até que haja regulamentação.

O tema reacende o debate sobre igualdade de direitos parentais e a demora do Legislativo em cumprir a determinação constitucional vigente há mais de três décadas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.