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Campanha eleitoral de 2026 terá teto bilionário; candidato a governador do Paraná poderá gastar até R$ 11,5 milhões

TSE mantém os mesmos limites de despesas das eleições de 2022. Presidenciáveis poderão investir até R$ 88,9 milhões no primeiro turno, enquanto candidatos ao Senado, Câmara e Assembleias também já têm valores definidos

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Eleições 2026: Mais de 8 milhões e eleitores no PR
Eleições 2026: Mais de 8 milhões e eleitores no PR — Crédito: Assessoria

Os candidatos que disputarão as eleições gerais de 2026 já conhecem o limite de gastos permitido para a campanha. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter os mesmos tetos adotados nas eleições de 2022, corrigidos pela inflação da época, após o Congresso Nacional não ampliar o valor destinado ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral.

A decisão estabelece quanto cada candidato poderá gastar durante a campanha com publicidade, produção de material gráfico, contratação de pessoal, eventos, transporte, aluguel de comitês, impulsionamento de conteúdo nas redes sociais e demais despesas autorizadas pela legislação eleitoral.

Na disputa pela Presidência da República, o limite de gastos será de R$ 88.944.030,80 no primeiro turno. Caso haja segundo turno, os candidatos poderão utilizar mais R$ 44.472.015,40, totalizando mais de R$ 133 milhões em despesas.
No Paraná, os candidatos ao Governo do Estado poderão gastar até R$ 11.562.724 no primeiro turno. Se a disputa seguir para o segundo turno, será autorizado um acréscimo de R$ 5.781.362, elevando o total para mais de R$ 17,3 milhões.

Para a eleição ao Senado, o teto será de R$ 4.447.201. Os candidatos a deputado federal poderão investir até R$ 3.176.572 em suas campanhas, enquanto os concorrentes à Assembleia Legislativa do Paraná terão limite de R$ 1.270.629.

Em nível nacional, São Paulo concentra os maiores limites de gastos entre os estados. Os candidatos ao governo paulista poderão investir até R$ 26.683.209 no primeiro turno e mais R$ 13.341.604 em caso de segunda etapa da disputa. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia aparecem na sequência, com teto de R$ 17.788.806 para o primeiro turno.

Na outra ponta, Acre, Amapá e Roraima registram os menores limites para a disputa ao governo estadual, de R$ 3.557.761. Já os valores para deputado federal e deputado estadual permanecem praticamente uniformes em todo o país, variando apenas em situações específicas previstas pela Justiça Eleitoral.

Os limites de gastos são definidos pelo TSE para garantir maior equilíbrio entre os concorrentes e evitar abusos no financiamento das campanhas. Todas as despesas deverão ser registradas na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, que fiscaliza a origem e a aplicação dos recursos. O candidato que ultrapassar o teto poderá sofrer sanções, como pagamento de multa equivalente a 100% do valor excedente, além de responder por outras irregularidades previstas na legislação eleitoral.

A campanha eleitoral deste ano será financiada por recursos do Fundo Eleitoral, do Fundo Partidário, doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos, respeitando os limites estabelecidos pela legislação. A fiscalização das contas ficará a cargo da Justiça Eleitoral durante todo o processo, desde o início da campanha até o julgamento final da prestação de contas dos candidatos e partidos.

Foto: Divulgação 

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