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Câmara de Toledo deve votar reajuste salarial de prefeito e vereadores na próxima semana

O subsídio dos vereadores será de R$ 14.630,65. Já o prefeito passará a receber R$ 35.088,47

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Câmara de Toledo
Câmara de Toledo — Crédito: Michelly Domiciano/Assessoria Câmara

A Câmara Municipal de Toledo deve ter uma sessão quente na próxima semana com a votação dos Projetos de Lei nº 41 e nº 42 de 2026, que tratam da revisão anual dos subsídios de agentes políticos do município. As propostas preveem reajuste de 3,89% nos salários de vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais.

De autoria da Mesa Diretora, os projetos seguem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre janeiro e dezembro de 2025. Segundo as justificativas, a medida não representa aumento real, mas apenas a recomposição das perdas inflacionárias do período, conforme previsão legal já estabelecida em legislações anteriores.

Caso aprovados, os novos valores passam a valer a partir de 1º de março de 2026. O subsídio dos vereadores será de R$ 14.630,65. Já o prefeito passará a receber R$ 35.088,47, enquanto o vice-prefeito terá remuneração de R$ 18.496,14 e os secretários municipais de R$ 15.724,71.

No caso dos vereadores, o reajuste está previsto na Lei nº 2.608/2023, que fixou os valores para a legislatura 2025-2028 e estabeleceu a recomposição anual com base no INPC. A primeira revisão estava programada justamente para ocorrer a partir de março deste ano.

Já para os cargos do Executivo, o projeto se baseia na Constituição Federal e na Lei Orgânica do Município, que atribuem à Câmara a competência para fixar os subsídios. O texto também ressalta que a revisão segue entendimento do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, desde que não haja ganho real e seja aplicada com base em índice oficial.

As propostas ainda passarão pela análise das comissões internas antes de serem levadas ao plenário. A expectativa é de que a votação ocorra já na próxima semana, o que deve movimentar o debate político local, especialmente diante do impacto dos valores e do volume de recursos envolvidos.

Apesar de o texto destacar a legalidade da medida e a previsão orçamentária já considerada, o tema costuma gerar repercussão entre a população, sobretudo em períodos de ajuste fiscal e cobrança por maior transparência nos gastos públicos.

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