🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Câmara de Cascavel aprova aumento de bolsa para famílias acolhedoras

Projeto do Executivo cria até 10 bolsas de R$ 3 mil para acolhimento de crianças e adolescentes em situações de maior complexidade; proposta foi aprovada por unanimidade, com 20 votos favoráveis

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Auxílio familia acolhedora será reajustado
Auxílio familia acolhedora será reajustado — Crédito: Divulgação

🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA

A Câmara de Vereadores de Cascavel aprovou, nesta segunda-feira (24), o Projeto de Lei nº 140/2026, de autoria do Poder Executivo, que aperfeiçoa as regras do Serviço de Acolhimento Familiar e cria um novo perfil de bolsa-auxílio para famílias que receberem crianças e adolescentes em situações de maior complexidade.

A proposta altera a Lei Municipal nº 6.831, de 2018, e prevê a criação de até dez bolsas no valor de R$ 3 mil. O benefício será destinado a casos que exigem cuidados intensivos, como adolescentes com longo período de institucionalização e poucas possibilidades de colocação em família substituta; crianças e adolescentes acamados e totalmente dependentes de cuidados; pessoas que utilizam dispositivos como sondas, traqueostomia e gastrostomia; além de adolescentes com transtornos mentais graves.

Durante a discussão, foi destacado que o programa Família Acolhedora de Cascavel foi implantado em 2006 e, ao longo de duas décadas, passou por diversas mudanças e aperfeiçoamentos. Atualmente, são 160 crianças e adolescentes acolhidos por 134 famílias cadastradas. Para administrar o serviço, o município mantém 35 servidores exclusivos.

O objetivo do programa é garantir proteção, convivência familiar e comunitária e um ambiente de afeto para crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados no núcleo familiar de origem. A legislação contempla pessoas de zero a 18 anos e, excepcionalmente, jovens de até 21 anos.

A defesa do projeto ressaltou que Cascavel se tornou referência nacional na área, sendo procurada por outros municípios interessados em conhecer e implantar o modelo de acolhimento familiar. Apesar disso, foi enfatizado que o número de acolhidos não deve ser tratado como indicador de sucesso, já que o ideal seria que nenhuma criança ou adolescente precisasse ser afastado de sua família de origem.

A nova bolsa será financiada com recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, após aprovação pelo respectivo conselho. O benefício não representa salário e não cria vínculo empregatício. As famílias acolhedoras participam voluntariamente do programa e recebem o auxílio para ajudar nas despesas relacionadas à permanência da criança ou adolescente em casa.

Durante a votação, o vereador Edson Souza destacou a importância de ampliar os investimentos no Família Acolhedora. Segundo ele, o programa é uma referência nacional, mas precisa de recursos suficientes para garantir sua continuidade e melhorar também os valores das bolsas consideradas tradicionais.

O parlamentar defendeu que o município discuta, durante a elaboração do orçamento, a possibilidade de ampliar os repasses às famílias acolhedoras. Segundo a manifestação em plenário, Cascavel investe aproximadamente R$ 3,5 milhões por ano no programa.

Outro vereador que se manifestou durante a discussão também reconheceu a importância da proposta, mas chamou atenção para o desafio financeiro enfrentado pelos municípios. Ele afirmou que, embora o valor de R$ 3 mil represente um avanço, os custos e a dedicação exigidos das famílias são elevados, especialmente nos casos que demandam cuidados permanentes.

A matéria recebeu pareceres favoráveis das comissões de Constituição e Justiça, Saúde e Assistência Social e da comissão responsável pela defesa dos direitos da criança, do adolescente e do idoso. Mesmo tendo sido protocolado em 12 de agosto, o projeto avançou rapidamente pelas comissões e chegou à votação nesta segunda-feira.

Na votação nominal, o Projeto de Lei nº 140/2026 recebeu 20 votos favoráveis e nenhum contrário, sendo aprovado por unanimidade.

Com a mudança, o município busca ampliar as possibilidades de acolhimento de crianças e adolescentes que necessitam de cuidados especiais, oferecendo uma alternativa à institucionalização e fortalecendo a convivência em ambiente familiar.

Foto: Divulgação 

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.