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camara curitiba — Crédito: Kim Tolentino/CMC

Conselho de Ética adia análise de processo contra Eder Borges por falta de quórum

Apenas quatro dos nove membros do colegiado compareceram à reunião; Processo Ético-Disciplinar investiga o vereador por gesto de arma de fogo no plenário

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

A reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara Municipal de Curitiba, marcada para a tarde desta quinta-feira (11), foi adiada por falta de quórum. O colegiado iria analisar a representação apresentada pela Corregedoria da Casa contra o vereador Eder Borges (Novo).

O encontro estava previsto para ocorrer às 14h, na sala de reuniões da Diretoria de Apoio às Comissões. Dos nove integrantes do Conselho de Ética, apenas quatro compareceram. O regimento exige a presença mínima de cinco membros para que haja deliberação.

Participaram da reunião o presidente do CEDP, vereador Hernani (Republicanos), além de Laís Leão (PDT), Olimpio Araujo Junior (PL) e Rafaela Lupion (PSD).

Foram registradas as ausências dos vereadores Bruno Secco (Novo), Guilherme Kilter (Novo), Pier Petruzziello (PP) e Zezinho Sabará (PSD), incluindo titulares e suplentes convocados. Kilter havia declarado suspeição para atuar no processo, mas o afastamento formal depende de aprovação do próprio Conselho de Ética. Por esse motivo, sua suplente, Carlise Kwiatkowski (PL), mesmo presente, não pôde assumir a vaga sem a deliberação do colegiado. Já Petruzziello comunicou previamente que estaria em viagem.

A nona cadeira do conselho, ocupada pela vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), com suplência de Angelo Vanhoni (PT), não integra a análise do caso, uma vez que ambos estão impedidos de participar do processo por serem autores de uma das representações relacionadas ao episódio.

Representações reunidas em um único processo

O Processo Ético-Disciplinar (PED) nº 1/2026 reúne representações relacionadas a fatos ocorridos durante a sessão plenária de 1º de abril, após o encerramento de uma Tribuna Livre.

Segundo a representação da Corregedoria, Eder Borges teria feito um gesto simulando uma arma de fogo durante uma fotografia institucional, em um contexto descrito como de tensão no plenário. O órgão apontou, em tese, possível descumprimento de normas internas da Câmara e dos deveres de respeito e urbanidade no exercício do mandato.

Além da representação da Corregedoria, o Conselho de Ética anexou ao mesmo processo uma denúncia apresentada pela vereadora Camilla Gonda (PSB) contra Eder Borges e outra protocolada pelo próprio parlamentar contra Camilla Gonda, Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT).

Em razão da conexão entre os fatos, todas as representações passaram a tramitar conjuntamente no mesmo procedimento disciplinar.

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