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Bolsonaro deve receber alta hospitalar na sexta e seguirá em prisão domiciliar

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março, quando passou mal enquanto estava na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
bolsonaro
bolsonaro — Crédito: Tânia Rego/Agência Brasi

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar na próxima sexta-feira (27), conforme informou nesta quarta (25) o cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica responsável pelo atendimento. A previsão ocorre após evolução considerada positiva no quadro clínico.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março, quando passou mal enquanto estava na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. Ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração e permaneceu por cerca de dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na última segunda-feira (23), o ex-presidente deixou a UTI e foi transferido para um quarto no hospital DF Star.

Segundo o médico, o tratamento com antibióticos será concluído nesta quinta-feira (26), o que permite a programação da alta para o dia seguinte. “Estamos em uma transição para casa. Ele apresentou boa evolução e saiu do quadro agudo nesta semana”, afirmou Caiado.

A alta hospitalar ocorre um dia após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente pelo prazo de 90 dias. A medida levou em consideração as condições de saúde de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses por condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a equipe médica, a residência do ex-presidente está sendo adaptada para recebê-lo, com estrutura voltada à continuidade do tratamento. Entre as mudanças, está a instalação de uma cama específica para reduzir riscos associados ao refluxo, apontado como um dos principais problemas atuais.

Ainda conforme o cardiologista, embora o ambiente domiciliar seja considerado mais favorável, Bolsonaro seguirá sob acompanhamento médico contínuo para evitar complicações. O histórico recente de saúde do ex-presidente inclui episódios de mal-estar, com internações em diferentes momentos desde o ano passado.

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