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digi mais — Crédito: Reprodução/Redes sociais

Banco Digimais diz que vai colaborar com investigação da PF sobre supostas fraudes financeiras

Instituição controlada por Edir Macedo afirma que permanece à disposição das autoridades após operação que apura irregularidades contábeis e bloqueou até R$ 670 milhões em bens

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O Banco Digimais afirmou nesta terça-feira (23) que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Em nota, a instituição declarou que mantém compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a cooperação com os órgãos responsáveis pela investigação.

A operação cumpre nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Além das diligências, a decisão judicial autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve como base relatórios produzidos pelo Banco Central. Os documentos apontam indícios de manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios com o objetivo de ocultar a real situação financeira da instituição.

De acordo com a PF, os investigados teriam adotado mecanismos para apresentar uma condição de solvência diferente da realidade aos órgãos de fiscalização, o que teria possibilitado a realização de operações consideradas irregulares.

Os envolvidos poderão responder por crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, entre eles gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.

Esta não é a primeira vez que o banco se manifesta sobre o assunto. Em maio deste ano, a instituição divulgou uma nota contestando reportagens que apontavam supostas irregularidades contábeis e uma tentativa de ocultação de prejuízos.

Na ocasião, o Digimais classificou as informações como "completamente inverídicas" e afirmou que as publicações tinham como objetivo prejudicar a imagem da empresa.

Após a operação desta terça-feira, o banco voltou a se posicionar e reiterou que pretende colaborar com as autoridades durante o andamento das investigações.

“Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã, o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, informou a instituição em nota.

A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nem detalhes sobre as pessoas atingidas pelos mandados judiciais. As apurações seguem sob supervisão da Justiça Federal.

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