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Balança comercial brasileira fecha julho com superávit de US$ 7 bilhões

Exportações cresceram 6,2% em relação ao mesmo mês de 2025 e tiveram a China como principal destino; saldo positivo acumulado no ano já chega a US$ 49 bilhões

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
porto
porto — Crédito: Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A balança comercial brasileira encerrou o mês de julho com superávit de pouco mais de US$ 7 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e mostram crescimento tanto das exportações quanto das importações na comparação com o mesmo período de 2025.

No mês passado, o Brasil exportou US$ 34,1 bilhões e importou US$ 27,1 bilhões. Com isso, a corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, alcançou US$ 61,17 bilhões, alta de 6,8% em relação a julho do ano anterior.

As exportações cresceram 6,2% no período, enquanto as importações avançaram 7,6%.

Agro, petróleo e combustíveis impulsionam exportações

Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho das vendas externas está a agropecuária, que registrou crescimento de 9,3%. O principal destaque foi a soja, cujas exportações aumentaram cerca de US$ 870 milhões em comparação com julho de 2025.

Na indústria extrativa, o avanço foi puxado pelo óleo bruto de petróleo, com incremento de aproximadamente US$ 960 milhões nas vendas ao exterior.

Já na indústria de transformação, o maior destaque ficou com os óleos combustíveis, que também registraram aumento próximo de US$ 960 milhões, representando crescimento superior a 63% nas exportações desse produto.

Importações aumentam com combustíveis, medicamentos e tecnologia

Do lado das importações, o maior crescimento ocorreu nas compras de óleos combustíveis de petróleo, que aumentaram cerca de US$ 500 milhões.

Também apresentaram alta as importações de máquinas para processamento automático de dados, com acréscimo de US$ 320 milhões, além de medicamentos e produtos farmacêuticos, que cresceram no mesmo valor.

Outros produtos que registraram expansão foram válvulas, diodos, transistores e componentes eletrônicos, com aumento de US$ 290 milhões, além dos polímeros de etileno em formas primárias, que avançaram US$ 150 milhões.

China segue como principal parceiro comercial

A China permaneceu como o principal destino das exportações brasileiras em julho. O país asiático respondeu por quase um terço de todas as vendas externas do Brasil, movimentando mais de US$ 10,7 bilhões, resultado 8,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição entre os principais compradores dos produtos brasileiros. As exportações para o mercado norte-americano representaram 10,7% do total vendido pelo Brasil, mas registraram queda de 5% na comparação anual.

Segundo o Mdic, esse resultado ainda não reflete os impactos da nova tarifa imposta pelo governo dos Estados Unidos às exportações brasileiras, já que a medida passou a valer apenas em 22 de julho. Os efeitos da nova política comercial deverão aparecer nos números referentes ao mês de agosto.

Exportações para a Argentina recuam

As vendas brasileiras para a Argentina também apresentaram retração em julho.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de quase US$ 230 milhões nas exportações destinadas ao país vizinho, o que representa queda de 13,9%.

O recuo ocorre em meio ao momento de tensão diplomática entre Brasil e Argentina, após novos atritos entre o presidente argentino Javier Milei e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro chegou a rebaixar o nível das relações diplomáticas com Buenos Aires.

Superávit acumulado do ano chega a US$ 49 bilhões

No acumulado de janeiro a julho de 2026, a balança comercial brasileira registra superávit de US$ 49 bilhões.

Nos sete primeiros meses do ano, as exportações somaram US$ 218,6 bilhões, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações alcançaram US$ 169,5 bilhões, alta de 5,5%.

Com isso, a corrente de comércio atingiu US$ 388,1 bilhões entre janeiro e julho, avanço de 8,2% na comparação anual, mantendo saldo positivo para o comércio exterior brasileiro.

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