🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Auxílio-alimentação para servidores da Câmara de Cascavel provoca debates

Tema dividiu parlamentares e gerou embate entre os vereadores

Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Cãmara
Cãmara — Crédito: Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Cascavel teve uma sessão marcada por polêmica e debate acalorado nesta segunda-feira (18). A pauta principal foi a votação do projeto que institui o auxílio-alimentação para os servidores da Casa, incluindo também os vereadores. O benefício prevê o pagamento mensal de R$ 484,00, calculado de forma proporcional à carga horária de cada trabalhador.

A medida atende a uma reivindicação antiga dos funcionários do Legislativo, que há anos pediam a criação do auxílio como forma de compensação diante do custo de vida. Para os defensores da proposta, trata-se de um direito já previsto no orçamento da Câmara e que, segundo eles, representa uma forma justa de valorização da categoria.

No entanto, o tema dividiu os parlamentares e gerou um embate durante a sessão. De um lado, vereadores contrários ao projeto apontaram disparidade em relação ao Executivo. Atualmente, os servidores da Prefeitura recebem R$ 371,00 de auxílio-alimentação, mas, em contrapartida, possuem salários médios mais baixos e estão submetidos a um teto remuneratório que não se aplica da mesma forma ao Legislativo. Para esses vereadores, aprovar um valor maior para os funcionários da Câmara amplia a desigualdade entre os poderes e compromete o discurso de equilíbrio nas contas públicas.

Entre os posicionamentos mais críticos, esteve o do vereador Fão do Bolsonaro (PL). Ele afirmou que a medida ignora a realidade econômica enfrentada pela população. “Quero saber qual o servidor da Câmara que ganha mal, para dizer que precisa de incentivo. Pessoas que ganham 4, 6, 8, 10 mil por mês. A situação econômica está uma catástrofe, o Governo Federal está afundando a nação. Não existe como gastar o orçamento da Câmara. O orçamento da Prefeitura é de cerca de R$ 2 bilhões, 5% são da Câmara Municipal de Cascavel, e não existe como gastar esse dinheiro. Esse é o meu ponto de vista, sou contrário, não tem como a gente aumentar a folha de pagamento. Lembrando que não é só para este ano, é para enquanto a Câmara existir”, declarou.

Outro argumento contrário levantado foi o de que os recursos poderiam ser utilizados de outras maneiras, em investimentos que beneficiassem diretamente a população.

Já os vereadores favoráveis destacaram que os valores destinados ao pagamento do auxílio já estão reservados no orçamento da Casa e não implicam em impacto adicional às finanças do município. O vereador Edson Souza (MDB), por exemplo, defendeu a medida como justa, embora tenha manifestado que a extensão do benefício aos parlamentares deva ser revista.

“A gente apresentou pela mesa diretiva. Mas meu posicionamento é favorável, porque isso é algo justo para os servidores. Você pega um valor de 484 reais, que dá R$ 22 por dia. Se você parar para pensar, esse valor não dá nem para almoçar. Então pegamos um valor justo. Segundo ponto: já estava no orçamento da Câmara essa possibilidade do vale alimentação para todos os servidores. O que eu defendo é que esse vale alimentação não seja para vereadores. Está na nossa mão a possibilidade de definir sobre os servidores da Câmara. Os servidores do Executivo quem tem que enviar o projeto é o prefeito”, afirmou.

O presidente da Câmara, Tiago Almeida, ressaltou que a decisão de levar o tema ao plenário cumpriu o compromisso assumido de promover transparência e debate público.

“É um debate, sempre esteve no orçamento, mas nunca foi discutido. E eu falei como presidente que traria isso para pauta e foi isso que fizemos. Legislativo é feito para debater, precisamos cuidar de todos os servidores e eu não tenho esse medo de trazer para discussão. Todo vereador tem o seu direito da sua votação, de fazer a sua emenda. É uma discussão da mesa, nós somos em cinco, quando fui eleito deixei transparente que não faria nada sozinho e sim em conjunto com a mesa. Agora é passar todos os passos, amanhã temos a segunda votação se vai ter emendas ou não e aí segue todo o processo”, explicou.

Na primeira votação, o projeto foi aprovado por ampla maioria: 16 votos favoráveis e 4 contrários. Rejeitaram a proposta os vereadores Alecio Espínola, Hudson Moreschi, Fão do Bolsonaro e Policial Madril. Nesta terça-feira (19), o texto retorna ao plenário para a segunda discussão, quando serão analisadas possíveis emendas apresentadas.

O valor definido em Cascavel é inferior ao praticado em outros municípios paranaenses. Em Santo Antônio da Platina, o auxílio para servidores do Legislativo chega a R$ 770; em Barbosa Ferraz, o valor é de R$ 1 mil; e em Agudos do Sul, o benefício é de R$ 918,47.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.